{"id":3803,"date":"2019-08-31T03:54:16","date_gmt":"2019-08-31T06:54:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.intuicao.com\/?page_id=3803"},"modified":"2019-08-31T07:09:20","modified_gmt":"2019-08-31T10:09:20","slug":"as-quatro-faces-da-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/intuicao.com\/bk\/as-quatro-faces-da-mulher\/","title":{"rendered":"As Quatro Faces da Mulher"},"content":{"rendered":"<h3><strong>As Quatro Faces da Mulher.<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Por Caroline Ward<\/strong><\/p>\n<p>Uma breve hist\u00f3ria do tempo \u2013 a hist\u00f3ria das mulheres atrav\u00e9s das \u00e9pocas<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a jornada da alma humana se n\u00e3o uma jornada de volta \u00e0 inoc\u00eancia?<\/p>\n<p>Havia uma linda garotinha. Seu esp\u00edrito brilhava como os m\u00faltiplos raios do sol. Todos ficavam encantados com a sua companhia; ela era natural, livre e a pr\u00f3pria personifica\u00e7\u00e3o da alegria. Ela confiava em todo o mundo e essa confian\u00e7a retornava para ela.<\/p>\n<p>Quando as pessoas se encontravam com ela, elas n\u00e3o conseguiam deixar de sorrir espontaneamente. Ela tinha o poder de transformar at\u00e9 mesmo a mais triste das almas. Sua pureza era poder, conduzindo todos que a viam de volta para a lembran\u00e7a de sua pr\u00f3pria liberdade \u2013 o tipo de liberdade que dava origem ao completo encantamento e que saudava os estranhos que passavam. Era uma liberdade que brincava, dan\u00e7ava e pintava sem nenhum medo de julgamento. Essa liberdade da garotinha era a liberdade da Inoc\u00eancia. Em seus olhos, voc\u00ea encontraria um interesse natural pelas coisas novas, uma curiosidade que a levava ao desconhecido, \u00e0quilo que ainda estava por ser descoberto. <strong>Era a alegria de aprender, a arte de viver. Ela parecia de alguma forma destemida e vivia assim muito feliz. N\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o de perigo, e nenhuma id\u00e9ia do que significava estar seguro. A sua vida era plenamente feliz. <\/strong><\/p>\n<p>Ela era livre. Poderosa. Ela era a Inoc\u00eancia. Ela vivia na ess\u00eancia da Face Eterna.<\/p>\n<p>Logo, os adultos que a acompanhavam come\u00e7aram a temer pela sua seguran\u00e7a. Eles ansiavam em proteg\u00ea-la, em manter sua Inoc\u00eancia limpa e segura, longe das inten\u00e7\u00f5es impuras dos outros. E ent\u00e3o eles come\u00e7aram a levantar cercas, fronteiras invis\u00edveis a fim de afastar os maliciosos. Eles amavam t\u00e3o profundamente aquela garotinha e o seu cora\u00e7\u00e3o puro que fizeram tudo o que podiam para proteg\u00ea-la. Criaram regras e normas de procedimento para mant\u00ea-la ali e os outros fora. Estavam determinados a cuidar desse precioso presente de esp\u00edrito livre que lhes havia sido entregue para cuidar. Outros adultos sentiam o mesmo sobre as suas Inocentes, e ent\u00e3o, todos os adultos come\u00e7aram a criar regras e regulamentos comuns. Isso manteria realmente suas belas Inocentes em seguran\u00e7a. E as Inocentes cresceram. E se um dia haviam se alegrado na doce persegui\u00e7\u00e3o de uma brisa agrad\u00e1vel em um campo aberto, ou na subida incerta de uma velha \u00e1rvore \u00e1spera e s\u00e1bia, agora n\u00e3o podiam mais fazer o que seus esp\u00edritos desejavam. As regras diziam que havia criaturas obscuras da floresta e que o campo era muito aberto, deixando-as sozinhas e vulner\u00e1veis. Elas come\u00e7aram a encolher em seu ser. A energia abundante que era a pura express\u00e3o da alma come\u00e7ou a se contrair. E elas cresceram. E a lista de regras cresceu. Mas agora, nem todas as regras eram faladas ou escritas. \u00c0s vezes havia coisas que as Inocentes j\u00e1 sabiam. Elas podiam deduzir os limites e as fronteiras constru\u00eddas e se ajustavam a elas.<\/p>\n<p><strong>As tradi\u00e7\u00f5es se tornaram lei e a lei n\u00e3o podia ser quebrada.<\/strong> Logo, todos esqueceram o motivo pelo qual as regras foram criadas, e s\u00f3 se lembravam das regras em si. Vendo de uma boa forma, as regras eram suficientemente sufocantes; vendo de uma forma ruim, elas se tornaram como um n\u00f3 estrangulante. E elas cresceram. E elas encolheram. Na medida em que cresciam e encolhiam, algumas se lembraram que nem sempre foi daquele jeito, outras haviam esquecido como era quando havia Inoc\u00eancia e, ainda, havia aquelas que achavam mais f\u00e1cil n\u00e3o se lembrar, porque no esquecimento havia uma pequena parcela de paz. Pelo menos elas n\u00e3o iriam acordar no meio da noite irritadas, praguejando e desejando que tivessem morrido, ou seus pais, ou ambos.<\/p>\n<p>Agora elas estavam limitadas. Confinadas. Aprisionadas. Elas usavam a Face Tradicional.<\/p>\n<p>Aquelas que haviam esquecido e aquelas que escolheram esquecer continuavam como estavam. Sem felicidade, sem amar, sem serem livres. De fato entorpecidas, mas com uma profunda sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a. As regras as protegiam do que estava fora de registro \u2013 o territ\u00f3rio desconhecido al\u00e9m do port\u00e3o do medo.<\/p>\n<p>Mas para aquelas que n\u00e3o podiam deixar de se lembrar da liberdade e da antiga experi\u00eancia de encanto irrestrito, para aquelas agora n\u00e3o t\u00e3o inocentes, era uma grande tristeza. Elas estavam aprisionadas com as amarras invis\u00edveis do pensamento, com as fronteiras irredut\u00edveis das tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Quando a dor se tornou muito grande, quando a tristeza explodiu como a f\u00faria da \u00e1gua branca, o terror da pris\u00e3o foi pintado nos seus cora\u00e7\u00f5es como grafite na parede de pedras antigas do parlamento.<\/p>\n<p><strong>As n\u00e3o t\u00e3o inocentes se rebelaram. Elas reuniram coragem e defenderam sua vis\u00e3o de liberdade<\/strong>. Elas o fizeram sozinhas em suas casas, igrejas e em suas comunidades. Elas se rebelaram juntas. Criaram revolu\u00e7\u00f5es. Lutaram desesperadamente para obter novamente sua semi-relembrada liberdade, mas a sua luta e o seu \u00f3dio se tornaram pris\u00f5es por si s\u00f3.<\/p>\n<p>Isso elas n\u00e3o viram. <strong>Pela primeira vez, depois de muito tempo, elas sentiram al\u00edvio. Pelo menos n\u00e3o precisavam mais seguir aquelas regras sem sentido.<\/strong> Na verdade, elas mesmas come\u00e7aram a elaborar regras. Novas regras, regras modernas. Regras que afastavam o passado. Regras que negavam as antigas tradi\u00e7\u00f5es. Elas constru\u00edram fronteiras de separa\u00e7\u00e3o e avers\u00e3o. Elas criaram paredes de \u00f3dio. E pensavam que eram livres, mas n\u00e3o eram. Elas haviam criado uma revolu\u00e7\u00e3o ao voltarem-se para onde haviam come\u00e7ado.<\/p>\n<p>Elas haviam constru\u00eddo sua pr\u00f3pria pris\u00e3o. E ficaram cegas pelas grades que haviam soldado. Elas ficaram perdidas. Elas usavam a Face Moderna.<\/p>\n<p>E quando se tornaram mulheres muito, muito cansadas, quando n\u00e3o podiam ficar mais perdidas, desesperadas nem mais desesperan\u00e7osas do que estavam, foi ent\u00e3o que ficaram verdadeiramente prontas. <strong>Somente ent\u00e3o o ego as permitiu ouvir a Voz da Inoc\u00eancia e sentir na tranq\u00fcilidade o Poder daquela Inoc\u00eancia. No ponto em que tudo parecia completamente sem prop\u00f3sito, o prop\u00f3sito era revelado.<\/strong> No momento em que se tornaram absolutamente exaustas, elas conheceram o caminho para a plenitude. Elas come\u00e7aram a deixar o \u00f3dio; e come\u00e7aram a buscar a luz ao inv\u00e9s de aceitar a escurid\u00e3o. Conforme as n\u00e3o t\u00e3o inocentes erguiam-se cautelosamente das sombras, elas foram acima de tudo o que conscientemente conheciam e come\u00e7aram a fazer suas perguntas. Dependendo do qu\u00e3o ansiosas estavam, dependendo do desejo de realizar a jornada atrav\u00e9s da escurid\u00e3o de sua cegueira, dependendo da capacidade de cada uma de se render \u00e0 grande necessidade do grito de esperan\u00e7a da humanidade, dependendo de tudo isso, cada uma ent\u00e3o abra\u00e7ou a sabedoria. <strong>Elas faziam perguntas como: \u201cQuem sou eu?, Quem \u00e9 Deus?, Qual o sentido da vida?\u201d.<\/strong> E, porque seus cora\u00e7\u00f5es eram honestos e verdadeiros, porque suas perguntas vinham do centro de sua Inoc\u00eancia que assentava-se bem no fundo de si, escondida e esperando todo o tempo at\u00e9 que o sol brilhasse novamente, ent\u00e3o, por causa disso, suas perguntas foram respondidas.<\/p>\n<p><strong>Foi-lhes ensinado sobre seu eu eterno, aquele com a verdade em seu \u00edntimo. Aquele eu belo que est\u00e1 sempre ali, ocasionalmente revelando-se para atuar e para apenas ser liberado com uma palavra concisa exigindo a s\u00e9ria maturidade. <\/strong>Foi-lhes dito que este eu \u00e9 o poder de mudar o mundo e que, de fato, se uma quantidade suficiente dessas mulheres pudesse destrancar a porta e deixar aquele eu de verdade atuar completamente em suas vidas, ent\u00e3o aquela for\u00e7a gentil da Inoc\u00eancia transformaria tudo. Elas mudariam um por um e, \u00e0 medida que cada um mudasse, um ex\u00e9rcito de Inoc\u00eancia seria formado e esse ex\u00e9rcito seria mais poderoso que todas as armas de fogo juntas do mundo moderno.<\/p>\n<p>Entretanto, antes que essas mulheres pudessem empenhar-se na jornada, elas precisavam saber que esse eu puro estaria a salvo das destrui\u00e7\u00f5es do mundo cruel que elas conheciam t\u00e3o bem. <strong>Elas sabiam que a Inoc\u00eancia precisava de uma prote\u00e7\u00e3o que n\u00e3o fosse a prote\u00e7\u00e3o limitada e sufocante da Face Tradicional. E elas deveriam permanecer livres de rea\u00e7\u00f5es de raiva e das rebeli\u00f5es feitas com f\u00faria da Face Moderna. <\/strong>Elas precisavam de poder puro ilimitado se quisessem terminar com os v\u00edcios, os h\u00e1bitos e os padr\u00f5es que caracterizavam essas duas faces. Elas precisavam de uma Fonte Suprema de energia pura de onde pudessem retirar a for\u00e7a para realizar a jornada de volta \u00e0 sua identidade Inocente.<\/p>\n<p><strong>E ent\u00e3o aconteceu que essa pr\u00f3pria Fonte revelou-se para essas mulheres. Ela lhes fez reivindicar como seu direito de nascimento todo o poder puro que pediam e, em retorno, esse ser divino lhes pediu somente uma coisa: \u201cEntreguem-se a mim, deixem-me usar sua vis\u00e3o, sua esperan\u00e7a, sua inten\u00e7\u00e3o pura.<\/strong> Deixem-me abra\u00e7ar seu belo eu inocente e fa\u00e7am-no brilhar como um diamante para que todo mundo veja. Sejam meu instrumento, minhas m\u00e3os, minha voz, meus olhos divinos. Ajudem-me a levar cada um para o lar, para a Inoc\u00eancia e para mim. Voc\u00eas e os outros como voc\u00eas s\u00e3o a esperan\u00e7a para o seu mundo. Guardem esse momento para estarem sozinhas comigo e, juntos, poderemos trazer amor e paz de volta \u00e0 terra ferida\u201d.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o elas fizeram o que lhes havia sido pedido. Voltaram a viver na experi\u00eancia de sua Inoc\u00eancia com os poderes da Fonte de prote\u00e7\u00e3o e de liberta\u00e7\u00e3o. Elas fizeram com que os outros gostassem de si mesmos e mudassem seus mundos.<\/p>\n<p><strong>Elas se tornaram inocentes. Elas foram preenchidas com alegria. Elas ficaram em paz. Elas estavam vivendo a verdade da face da Shakti.<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong><br \/>\nCaroline Ward<\/strong> iniciou sua carreira em Artes C\u00eanicas e em 1997 fundou a empresa de consultoria em mudan\u00e7as About People. Caroline pratica e ensina medita\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de 15 anos. Caroline foi uma pioneira ao trazer a Intelig\u00eancia Espiritual e a arte \u00e0s empresas na Austr\u00e1lia, ganhando uma reputa\u00e7\u00e3o por ter sido capaz de atrair os cora\u00e7\u00f5es e as mentes de pessoas em todos os n\u00edveis de uma organiza\u00e7\u00e3o. Ela promove treinamento de lideran\u00e7a, continua envolvida e trabalha com o programa internacional de mulheres, As quatro faces da mulher.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Quatro Faces da Mulher. 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