A Maturidade e o Livre Arbítrio


Vários anos atrás, quando, pela primeira vez, me encontrei com grandes mestres yogues, tive a chance de ser apresentado a uma qualidade marcante que, hoje vejo - não conhecia de fato - que é a sabedoria.
A sabedoria estava presente, mas havia algo mais.
Quanto mais sábia a pessoa, mais humilde ela era. No entanto, havia mais.
Sim, em todos eu reconhecia a paz interior, e esta era a semente, mas havia mais.

Havia também o prazer exposto no contentamento sutil de cada uma daquelas pessoas, mas havia algo que era o que me excitava a curiosidade: como podiam ter tais semelhanças no nível de valores e qualidades, e ainda serem tão diferentes entre si?

A resposta veio somente alguns anos mais tarde: o que personalizava cada um e os distinguia e os mantinha como uma fortaleza de ânimo tinha um nome: maturidade.

A maturidade não advém de teorias ou intelectualismo. A maturidade não vem tampouco com o tempo ou com uma grande abrangência de informações.

A maturidade vem do exercício mais atraente e ao mesmo tempo mais desafiador que é o exercício do livre arbítrio.

A maturidade vem, quando uma escolha é feita; quando um caminho é escolhido. Aí reside um segredo sutil e poderoso: a maturidade nasce, quando começamos a ouvir nossa intuição. Aí é que ela começa o período de gestação.

Enquanto tentarmos manter o “controle” de nossas vidas e das situações, só estaremos dando ouvidos à razão, e este será campo estéril para a maturidade ter vida.

Na medida em que começamos a intuir, e tomar atitudes baseadas na intuição, começamos a perder o falso senso de segurança e nossas vidas começam a fluir, como as águas de um rio em direções e caminhos que podemos desconhecer, mas que percorreremos com prazer e contentamento. Os sentimentos da liberdade, do desafio, da renovação das velhas idéias e do descobrimento do valor do sagrado no mais simples instante fazem parte do amadurecimento.
Para tanto, a abertura das comportas do coração se faz necessária. Não bastará uma pequena abertura.

A vazão do amor divino e verdadeiro transbordará as margens e limites do intelecto limitado e fluirá em sentimentos que serão traduzidos em compaixão natural, felicidade interior. Então, a maturidade se apresentará...nas escolhas, nas decisões, no enxergar além do aparente e óbvio.

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Autor: Herbert Santos Silva
fonte: livro Intuição.com – Reflexões Para Viver uma Vida Melhor
site http://intuicao.com
Foto: disponibilizada pelo banco de imagens do site stockxpert

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