Intuição e a Criatividade

Intuição e a Criatividade.

O poder da intuição e a criatividade

Como e por que ideias “emergem” de maneira semelhante em diferentes pontos do Planeta?
Quantas vezes isto acontece?
- Inúmeras.

Meu sentimento é que ninguém é, de fato, criador de ideias, mas aqueles que podem ser considerados seres criativos, nas diversas áreas de expressão, e aí incluo, ideias industriais, literárias, filosóficas e artísticas em geral são, em verdade, os que acessam estes e outros universos-temas mais facilmente.

A energia que permeia nosso mundo mental está tão disponível quanto a energia do sol que aí está, à disposição de quem quiser dela fazer uso.
Captar esta energia é algo que depende da qualidade da consciência e escolhas.

Nos ares há o encontro entre o que vem do céu e o que vem da terra, a energia cósmica e a energia telúrica se encontrando e emoldurando os campos mentais dos seres humanos.
Ideias pairam pelos ares esperando ser acessadas. Há pessoas que têm mais facilidade de acessá-las, mas, na verdade, qualquer um pode “captar” essa energia, assim como qualquer um pode fazer o uso da energia do sol.

O campo de abrangência do “acesso” das ideias varia de acordo com a sintonia pessoal, podendo voar pelos campos da objetividade assim como da subjetividade. Na verdade, a pessoa é quem direciona sua sintonia.

A maior parte dos fundamentos determinantes tidos pelos grandes cientistas nasceram de insights.

Heisenberg, enquanto passava em um parque à noite, imaginou um observador de longe com uma luneta seguindo seus passos. A escuridão de alguns pontos o fazia “sumir” da visão do observador. Então ele se tornava visível novamente quando passava sob alguma luz... Ali ele intuiu o principio da incerteza

Einstein visualizou que viajava numa nave muito especial – o fóton, na velocidade da luz e ali, intuitivamente, nascia a teoria da relatividade.

Kekulé sonhou; moléculas em formação espacial visitaram seus sonhos, ali nascia a química orgânica.

Quantos mais casos há de insights surgirem em situações nada previsíveis?
Inúmeros, muitas de teor mais simples que os exemplos acima mencionados, mas eles estão por aí, sempre estiveram e sempre estarão - os insights surgem quando desbloqueamos os acessos a um universo que não conhecemos com clareza.

Penso que os fundamentos do que eles intuíram estavam lá muito antes de alguém enxergá-los. A disposição espacial das moléculas talvez tenha se apresentado a muitos outros em diferentes momentos e formas. E a teoria da incerteza? Por certo sempre esteve por aí, mostrando sua cara. Mas o que foi preciso para que fossem percebidas?
Foi mais que conhecimento, por certo.

No mundo cartesiano, nos limitamos ao universo de nosso disco rígido. Daí valorizou-se tanto as especializações e armazenamento de informações. O que passou a ser super valorizado.
Para alguém propor algo, este "alguém" tinha que "conter" o conhecimento em si.

Visualizo que no mundo quântico, o acesso não ficará limitado ao universo pessoal, mas você irá buscar a informação nas "redes" de universos que povoam o mundo. E há várias que ainda não temos nem noção que exista.
Um meio de acessar estes universo: a intuição.

Assim como a razão acessa o nosso disco rígido interno, a intuição nos possibilitará fazer acessos conscientemente.
Dentro deste universo de busca e aprendizagem é que me situo.
Particularmente nesta jornada procurei ir além da objetividade científica, tão comum em nosso mundo ocidental. Procurei viajar por um universo que aprendi a conhecer, que é o da subjetividade.
Hoje eu diria que a vida é subjetiva, assim como a espiritualidade e a ciência.

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Trecho do livro Ferhélin - Ouvindo as Estrelas
Autor: Herbert Santos Silva
Imagem: Pixabay

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