O medo de perder

O medo de perder.

Por Nádia de Castro


Um dos maiores empecilhos para uma vida plena, harmônica, mais expressiva e significativa, é o medo de perder; sobretudo, o medo de perder alguém, o medo de perder alguém que nós dizemos amar, o medo de perder a esposa ou esposo, os filhos, os amigos, o cliente.

Esta emoção é a principal responsável pelo nosso sofrimento na vida.

O medo de perder é o medo de nos tornarmos desnecessários para a pessoa com a qual nos relacionamos. O medo de perder se reveste de mil e uma formas, aparece sob mil disfarces: medo de sermos criticados por alguém, medo de que falem mal de nós, medo de que nos humilhem, medo de sermos abandonados, medo de sermos rejeitados, medo de não sermos importantes, medo de não sermos ilustres, medo de sermos menosprezados, medo de não sermos amados, medo da solidão. E tudo isso pode ser designado mais claramente por uma palavra: ciúme.

O ciúme é o medo de não ter alguém, de não possuir alguém, de não vir a ser dono de alguém. Na relação ciumenta, nos colocamos e o outro como objetos. Nesta relação, pessoa e objeto são a mesma coisa.

No ciúme, temos medo de sermos algum dia considerados inúteis, dispensáveis a outra pessoa. Esta é a emoção do sofrimento, a emoção do apelo, a emoção da relação confusa, misturada, dependente. E o que a agrava é que na nossa cultura aprendemos do ciúme como sendo amor. E o ciúme é justamente o contrário. O ciúme é o oposto do amor.

Todos nós fomos criados para seguirmos em “frente e para o alto” na evolução humana, aos “olhos” de Deus todos somos escola e alunos, ninguém pertence a ninguém, somos irmãos, COMPANHEIROS DE VIAGEM.

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Nádia de Castro, terapeuta holística e consultora em harmonização e radestesia.
Foto: disponibilizada por Pixabay

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