O ato de consumir

Encontrar novas maneiras de impor-se e adaptar-se à realidade predominante, de competição e consumo e às mudanças sucessivas que prevalecem, independentemente de nossas vontades ou previsões, é algo que pode, pelo menos, ser levado em consideração por pessoas que não querem ser apenas levadas pela corrente predominante.

A velocidade das informações e o hábito de consumir estão muito intensificados nos dias de hoje.

Pode-se dizer que estão relacionados entre si, um alimentando o outro. A semente de consumo não se resume ao ato de comprar, também está sutilmente inserida no fato de se multiplicar o hábito de adquirir informações e conhecimento, quer seja de novidades ou atualizações que acresçam ou pareçam acrescer algo novo. Um exemplo disto é a informática. Outro é o de fazer cursos e mais cursos.

A necessidade de novas aquisições tornou-se um hábito. Tanto no campo material como no da assimilação de novos conhecimentos. A atenção sugerida aqui é simples, em relação ao ‘eu’ que constitui cada um de nós. O quanto estamos apreciando e usufruindo o que tenho à minha disposição? Há realmente necessidade de algo a mais além do que já tenho? O quanto de conhecimento recebido – em toda minha vida eu já coloquei de lado e simplesmente nem lembro que ele existe? O quanto dispendemos de energia, material, mental ou emocional simplesmente por ignorar ferramentas que temos dentro de nós mesmos, e partimos simplesmente em busca de algo novo? Seria isto necessário?

Fica aqui a lembrança deste aspecto simples, mas fundamental para reflexão. Lembrando que, de acordo com o que escolhemos damos novas direções e sentidos às nossas vidas.

Autor: Herbert Santos
Livro: Planejamento Sutil (aguardando editora interessada)
site: http://intuicao.com/negocios

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