Como conviver com as situações que nos cercam no dia a dia, e não ser influenciado pelo pessimismo ou sentimento de impotência frente a tal onda de corrupção que permeia o mundo?
Antes de mais nada deveríamos nos perguntar: o que é que me surpreende, os fatos em si ou a revelação destes fatos?
Algo pode estar ocorrendo e eu posso estar ignorando a ocorrência daquilo, por não saber que está acontecendo ou por não querer acreditar.
Muito bem, mas a verdade é uma só, quer eu saiba ou não. A verdade existe por si, independente de eu conhecê-la ou não.
Não podemos mudar a verdade, simplesmente por ignorá-la por uma razão ou outra. A verdade tem força e é auto-suficiente, ela não necessita de provas. Hoje em dia alguém seria capaz de “provar” que o céu é verde, mas de fato ele não é, independente de um aceitar, de muitos ou todos aceitarem. O céu é o céu e tem suas características e uma delas é que ele não é verde. Ao nos depararmos com as muitas “explicações-desculpas” que estão virando moda hoje em dia, várias são as “reações” que se observam, mas qual seria a eficácia destas reações? Qual é a eficácia destas reações que experimentamos ou observamos, para mim e para o mundo? Em outras palavras poderíamos nos perguntar: qual o meu relacionamento com o mundo hoje? Um fato que observa-se é que em muitos dos casos públicos que invadem os lares através da televisão, jornais, rádios e revistas, a conclusão é clara e de fácil entendimento, por mais chocante ou surpreendente que a situação possa ser.
O fato a ser analisado ai é: por que, apesar de haver o entendimento das leis, daquilo que é certo ou errado, ainda assim há o sentimento de impotência nas decisões e no que vem após tudo aquilo?
A resposta é simples: o conhecimento dá força, dá capacidade de resistência, mas só o exercício do conhecimento é que vai dar poder, e este é o ponto fraco da sociedade que a torna impotente no mundo de hoje.
Poder é força colocada na ação.
Muito se fala, muito se analisa, muito se entende, mas pouco, muito pouco se pratica daquilo que se aprende.
Há muitos preparados para analisar, mas poucos que sabem como chegar à essência, ou seja, sabem sintetizar. Quando analisamos algo criamos expansão. Muitas vezes esta expansão nos distancia da fonte. Mas se não há o equilíbrio entre saber analisar e também sintetizar, não haverá poder interior.
Através de práticas milenares, como o Raja Yoga, por exemplo, aprende-se que o conhecimento é muito importante, mas quando colocado na prática.
E a prática começa, antes de mais nada com cada um de nós. Não é com o vizinho, com o governo ou com os ídolos, mas começa dentro de cada um.
A aprendizagem número um é entender qual é o seu papel neste mundo. Entendendo seu papel fica fácil entender e aceitar os papéis dos outros, e como resultado aprende-se a interagir, aceitar e a tomar benefícios das situações sem depender delas.
O aspecto numero dois é ter clareza quanto a seus direitos assim como ter claro quais são suas responsabilidades.
Isto resulta em equilíbrio: a que tenho direito de receber, e, o que tenho que fazer para cumprir minha participação de maneira ideal?
A conquista deste equilíbrio inicia-se com o autoconhecimento.
O processo de autoconhecimento é um processo constante e revelador, descobrimos planos diferentes daqueles que estamos acostumados.
Conforme vamos entrando no universo interior, vamos ultrapassando camadas até chegarmos ao cerne – a essência, o diamante vivo de energia consciente que nos torna valiosos e nos capacita a entender as cenas ao nosso redor e a conviver com tudo como no exemplo da flor de lótus – a flor que convive em um ambiente adverso de sujeira e lodo, mas que não perde sua integridade, beleza e fragrância.
É possível sermos como a flor de lótus, só depende de cada um de nós.
Autor: Herbert Santos
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Foto: disponibilizada por Clix