A energia do sucesso VII


Mudar

Os 3 segredos para fortalecer a sua auto-estima

1. A chave de ouro – alimentação saudável e momentos de introspecção
Lembro-me do desespero da Carol. Ela não sabia o que fazer, mas tinha que fazer algo, e começou. Não sabia cozinhar, fez um curso de culinária. Aprendeu a importância dos alimentos, da energia que eles contém e passou a se dedicar aos alimentos sempre que tinha tempo.

Os benefícios vieram de imediato, pois era muito nervosa e sentiu, de maneira gradativa, que começou a ficar mais “centrada”. Óbvio que isso não acontece de repente. Afinal, dizem que somos o que comemos. Como não comia muito bem naquela época, também não podia estar muito bem.

O interessante é que ela havia trabalhado em uma empresa alimentícia como gerente, lançado produtos naturais, mas não consumia o que criava. A sua ação naquela época estava muito distante de seu discurso.

Posso resumir que Carol percebeu que a alimentação adequada aliada a bons pensamentos é algo que realmente faz diferença.

Ela seguia estudando um pouco de filosofia e percebeu que havia um grupo de pessoas muito boas, realmente dispostas a fazerem do seu dia-a-dia, do seu discurso, a sua prática.

Como ela é extremamente racional, passou por “várias crises”, por não entender porque as pessoas criam rotinas e passam a julgar outras pessoas que não compartilham da mesma idéia. Concluiu, depois de algum tempo, que existem pessoas boas em muitos lugares e que a verdade também está em muitos lugares. São cores diferentes do mesmo arco-íris.

Carol começou a entender que havia um conjunto de coisas, uma ordem natural que não conhecia – as leis universais.
Começou a perguntar e ampliar a sua percepção para “perceber” as respostas. Uma das suas perguntas era referente ao significado da vida.

Na manhã seguinte, recebeu uma resposta de maneira tão inusitada, que realmente ficou perplexa. Como não tinha conseguido dormir à noite, saiu bem cedo para comprar um remédio na farmácia. No caminho, passou por uma enorme avenida, uma das maiores e mais largas de sua cidade. Ela lembra-se com se fosse hoje…

“Eram seis horas da manhã quando ouvi e vi um movimento estranho para aquele horário, naquela época. Inúmeras pessoas passeavam pela avenida de oito pistas em cadeiras de rodas ou mancando. Eram pessoas paraplégicas, levando uma faixa muito grande, que pegava a largura da avenida inteira, com a inscrição “Campanha da Bondade”.

Desde essa época Carol percorre um longo caminho, de muita procura, mas cada vez com mais respostas.

Carol se lembra de uma noite em que conversava com seu marido sobre relacionamentos, e recebeu um email no dia seguinte com o tema “relacionamentos”. Incrível. Alguns diriam ser coincidência, mas certamente havia uma resposta naquela mensagem.

O mais interessante é que naquele email havia menção da fonte da informação: Brahma Kumaris. Ela não se sentiu motivada em procurar informações sobre a Brahma Kumaris, até que um dia, em uma dessas “coincidências”, ao conversar com sua amiga Denise, sobre valores universais, o nome voltou à tona. Ela mostrou um manual no qual se baseava para trazer valores na sua Organização. Esse manual era da Brahma Kumaris e falava de uma pesquisa feita em mais de 40 países que concluía que independente da nacionalidade ou crença, todas as pessoas procuram os mesmos valores e, em essência, todos querem ser felizes.

A partir daquele momento ela pesquisou mais sobre o material dessa Organização e descobriu que a linha de atuação era a de Raja Yoga. O Raja Yoga é a meditação. Incrível todo esse processo.

A meditação surge como uma resposta a uma pergunta: como praticar o silêncio? A base para a prática da meditação é o silêncio. Ele traz a calma e a paz tão procurada pelas pessoas. Elas aprendem que o processo de introspecção leva à reflexão e isso é importante para questionar e revisar os acontecimentos cotidianos da vida de uma pessoa.

O processo de reflexão é algo que não estamos acostumados a fazer devido à “era do conhecimento”. As respostas estão prontas, as frases são de efeito, sem conteúdo, nem verdade, logo, precisamos pensar cada vez menos, talvez até perguntar menos. Vivemos uma ditadura nos meios de comunicação. Pensem, vejam, façam, comprem o que nós ditamos. Pobre de quem estiver fora desse padrão global.

Quando refletimos, entramos em contato com nossa natureza, nossa essência, e passamos a acionar essa fonte de energia vital, Deus para a maioria.

A resposta que recebemos é a nossa voz interior, gritando como sempre o melhor caminho a seguir. Se nos perguntamos sobre qual o melhor caminho a seguir, teremos a resposta. O ponto é que muitas pessoas têm forte capacidade de matar sua voz interior ou intuição com seu lado racional. Logo, não conseguem ouvi-la, mas é apenas uma questão de prática.

Não é fácil ativar essa voz, pois como tudo na vida temos que dar um passo de cada vez. Que tal começar fazendo boas perguntas, ou questionando sinceramente questões fundamentais? Não adianta perguntar à sua voz interior sobre que cor de roupa usar no dia de hoje, pois essa provavelmente não será uma questão essencial. Mas se quiser, pergunte. Pratique essa arte de fazer perguntas para seu eu interior. A resposta sempre virá, e tudo ao seu tempo certo. Que tal aproveitar antes de dormir?
Esse conceito de tempo certo é interessante, pois as respostas não vêm à medida que nós queremos, mas no tempo certo. As respostas não são as que queremos, mas as que precisamos aprender. Leva tempo entender essa questão.

Estamos em uma sociedade que exige respostas imediatas, não permite fracassos, onde a cobrança e a competitividade são ferozes. Não sobra espaço, nem tempo para aprender. Somos cobrados por resultados o tempo inteiro. Será que não deveríamos ser cobrados por felicidade? Será que não deveríamos mudar a fita métrica de medir o quanto fiz para o quanto aprendi? O quanto coloquei em prática? O quanto cresci?

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Ingrid Schrijnemaekers – consultora de Gestão de Mudança na Souza Queiroz Academy (sócia) e professora da Pós-Graduação em Administração da Fundação Getúlio Vargas. É membro fundador do Instituto Vivendo Valores, capacitadora e facilitadora do Programa VIVE Rua Risco (Vivendo Valores na Educação para Crianças de Rua ou em Situação de Risco), e facilitadora do Programa VIVO (Vivendo Valores nas Organizações). Como coach, já auxiliou centenas de executivos a planejar sua carreira. Têm ampla experiência em desenvolvimento de projetos e apresentações pela sua vivência nas áreas de marketing e recursos humanos em empresas nacionais e multinacionais em países como Angola, Argentina, Brasil, Canadá e Estados Unidos.

Foto: disponibilizada por Clix

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