
Os relacionamentos são a forma de expressão da alma, a forma de continuidade e da soma de valores. Mais que isso: a forma mais básica de interação e que deveria resultar, sempre, na integração.
Mas o que vemos, nesse final de século, é a aparente falência nos relacionamentos. Por quê?
O relacionamento, qualquer que seja, está baseado em valores, que em verdade, não são valores racionais, tipo amor, respeito, transparência etç,.
São valores intrÃnsecos, que são perceptÃveis, mas que não podem ser baseados em aspectos que se tornaram as ferramentas do final de século, tipo técnicas e métodos.
O momento é para o resgate da intuição e da arte.
Muitas pessoas esqueceram-se de como ser intuitivas ou criativas ou como ser elas mesmas e agem baseadas naquilo que conhecem.
Mesmo não percebendo, trazem para os relacionamentos, até os que seriam ou deveriam ser os mais Ãntimos, hábitos, linguagens e atitudes que aprenderam. No dia a dia atuam como autômatos e não como seres pensantes criativos e com vontade própria.
O método e a técnica são meios, não mais que isso, para expressar tudo aquilo que temos ou sabemos, e aà o tesouro é imenso, mas a chave para abrir esse incomensurável e maravilhoso tesouro, que cada ser possui dentro de si, está na intuição, na linguagem intuitiva, na expressão de si mesmo com naturalidade. Isso vem com o auto-conhecimento, que transcende o racional.
O conhecimento completo contém o racional mas, também, o intuitivo, o instintivo, o criativo e o perceptivo.
Só quando completamos esse conjunto é que podemos expressar o amor.
Como pode haver amor sem sentimentos básicos como respeito, verdade, doação, aceitação?
Esses valores, mesmo os mais básicos, só existem, verdadeiramente, se traduzidos em sentimentos, no olhar, na atitude simples de solidariedade, no ouvir ou no se fazer presente.
Nos relacionamentos onde há grande envolvimento, há lampejos dessas manifestações que o sustentam e o alimentam mas, na grande maioria, são atitudes sem constância, como remédios para consertar ou reavivar, quando deveriam, simplesmente, ser parte do dia a dia.
Mas mesmo essas atitudes ainda estão num nÃvel superficial e próximo do racional.
Para um relacionamento completo, há necessidade de intuição, percepção e criatividade, que podem ser traduzidos em atitudes de humor, de carinho, de atos criativos, de presença de espÃrito, de dar apoio, de intervir com atitudes necessárias no momento correto, ou de apenas estar presente sem ninguém ter que pedir, ou no pressentir e no evitar situações ou manifestações ou interações desnecessárias, nocivas ou prejudiciais a si, a outros ou à natureza.
A beleza sempre é completa em si, mas nunca é completa por si. A verdadeira beleza é manifesta, quando há a integração, e, então, mesmo aquilo considerado como não belo, pode vir a sê-lo, no conjunto.
Um relacionamento de dois seres imperfeitos pode vir a ser perfeito, se houver valores verdadeiros expressos na interação. Então, o que fluirá entre os seres será a energia do amor, que diluirá outras energias.
Autor: Herbert Santos
Livro: Intuição.com – Você na Nova Era
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