Medo, ou a negação do amor


O próprio ser humano é responsável pela criação do medo.
Da mesma maneira que foi criado e continua, muitas vezes, sendo sustentado pelo próprio ser humano, pode-se dar um fim ao medo.
A autoridade da criação pode ser a mesma da extinção: o que muda são os meios a ser utilizados.
Em quaisquer níveis, pode ter certeza: se houver medo, está havendo a ausência do amor.
Os medos baseiam-se em crenças que o próprio ser humano alimentou.
Princípios e padrões repetidos por gerações são fontes de crenças que, com o tempo, passam a imobilizar a própria humanidade.
Devido às crenças surgem os sentimentos de culpa e de medo.
Ao alimentar certas crenças, o ser humano impõe limites a si próprio e corta o acesso ao que tem de mais genuíno e belo.
Sem perceber, fecha a porta para o amor.
Dar chances ao jardim das capacidades, para que estas floresçam se faz necessário.
A eliminação das crenças, as ervas daninhas deste jardim, é parte do processo.
Recriar o mundo é possível. Mas para tal a energia do amor deve se fazer presente.
Para tanto, é necessário desafiar os conceitos estabelecidos por gerações.
Acreditar no impossível significa dar fim a qualquer limitação.
Este é o início da jornada à restauração da vida plena e transparente: encarar a jornada de despedida do medo como uma jornada sem retorno!
O preço para participar de tal jornada é um só: coragem! O exercício do amor requer coragem!

O impossível não existe na linguagem da intuição. O impossível está estruturado na mente e suas lógicas, recheadas de restrições e emolduradas por limites.
Quem faz avaliações, usando dez por cento de suas capacidades, não tem a autoridade final e nem mesmo razão para fechar questões. “Racionalmente” deve-se estar aberto a outras possibilidades.
A restrição ao ilimitado começou a ser estabelecida com a regra de “ser racional” e na necessidade (?) de a tudo ter-se que “avaliar”.

Jamais uma avaliação será completa baseada na razão. Aí nasce a irmã menor do medo: a insegurança.
Aí se origina o medo, no contato inicial com o desconhecido para, no decorrer do tempo, transformar-se em temor e mesmo em terror.
Tudo nascendo na “valorização da dúvida” que poderia ser traduzida como a “negação do coração”.
Ao cair na armadilha da razão, a pessoa abre as portas para aquilo que é a maior irracionalidade que pode se manifestar no mundo: o medo que tem residência permanente na casa da razão, a mente usada em 10%.

Por outro lado, a intuição não trabalha com números e lógicas, mas com possibilidades ilimitadas.
É momento de plantar novas sementes, não no solo atualmente árido da razão, mas nos corações. Aí têm que ser criadas as raízes para um novo mundo.
No coração, o medo não tem lugar pois, ali reside a verdadeira sabedoria, que pode ser acessada pela intuição.

Este é um trabalho a ser feito em silêncio, sem alardes e pompa, dentro de cada um.
É o silêncio da mente que fará o trabalho efetivo de transformar o nível energético das cargas sentimentais, emocionais e mentais.

É um trabalho que removerá todo o peso que tais cargas impõem ao coração e atormentam a mente.
Além de dogmas e religiões está a verdade, que só é possível de ser encontrada dentro de si mesmo. Quando o ser começa a se reconhecer, então ele estará se capacitando a conhecer a Deus.
A espiritualidade pode ser intuída como a redescoberta de si mesmo, no seu aspecto mais genuíno e verdadeiro.

A prática da espiritualidade original, onde não cabe o medo, possibilita a expansão dos conceitos de dentro para fora, e não o contrário.
Possibilita o ser a fazer a religação com o que há de mais elevado, desde aspectos do mundo físico até a relação com Deus.

A prática da espiritualidade é o trabalho requerido a quem busca a prática do viver sem medos. Entender que deve-se primeiro dar atenção ao que você valoriza e quer dentro de você mesmo e, então, interagir com o que é externo.
Para criar uma realidade sem medos, a ação é necessária.
Querer agir se faz necessário, para então modificar.
Quando tal é conseguido, percebe-se que, na verdade, o medo nada mais é do que a ausência de amor puro no coração!

E, com o amor no leme de nossas vidas, então a mente passará a ser confiável de novo mas, com certeza, uma mente superior à conhecida pela maioria hoje.
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Autor: Herbert Santos
Livro: Intuição.com
site http://intuicao.com
foto: Image by thanx

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