Educação de corações e lendas

Educação de corações e lendas.


Ter uma mente aberta tem sido tentado há muito tempo. Que tal abrir o coração?
O olhar da educação tem que se abrir!

Trazer as riquezas naturais – da criança, dos meninos e meninas, dos anciãos e das lendas, acolhendo as referências da gente e da sua cultura regional.
Levar os símbolos da história, das paisagens maravilhosas, local, regional e mundial para os corações das crianças.
Trazer a essência do cidadão, do caboclo, do africano, do português, do negro, do aborígene e do índio, daqueles que antigamente viviam com brilho nos olhos;
Trazer a dignidade dos corações daqueles que vivem nos extremos, próximos aos corações daqueles que habitam os grandes centros; deve ser parte do ciclo ensinar-aprender.

Aprender, na verdade, é conseguir trazer o conhecimento ao coração. Isso é o que tem que ser ensinado.

Construir sentidos envolve o sentir.
Trazer o sentimento ao ato de aprender é essencial.

Quando o conhecimento cabe no coração, e lá passa a habitar, então ele poderá passear nas mentes dos homens, sem preocupações.
A linguagem dos corações é a da beleza - do envolvimento e da vida em constante manifestação; do renascimento nas artes ao renascer da educação genuína; da semana de arte moderna às raízes culturais. A essência está em trazer o fluxo e a força do saber ao coração.

Aprender é a construção de descobertas.
A criança é receptiva, quando sente que existe um ritmo.
A educação tem que encontrar o seu ritmo.

Quando não há ritmo, falta vida e há fragmentação e isso é o que temos na educação do início deste milênio.
A educação necessita redescobrir sua essência, seu sentido de existir e retomar sua caminhada. Só então reencontrará seu ritmo.

Baseada no coração, a preparação do solo da aprendizagem requer trabalhar a essência rumo à criação de um ritmo, a fim de tornar o solo fértil. As sementes das artes, da música, da filosofia - em todas as áreas, aí se incluindo a física e a matemática, podem dar frutos nas mais diversas trilhas em que se busca promover o saber.

Trazer noções de valores espirituais, ressaltando a beleza e mostrando a força das virtudes - aquelas que transcendem os dogmas e que permeiam as várias tradições religiosas e que, no fundo, habitam o cerne da consciência de todos os que buscam fazer o bem; isso faz parte do processo de educação e é vital para o crescimento moral da humanidade.

Inspirar o que é comum e que pode criar um elo entre as várias religiões e não “ensinar” suas diferenças ou mostrar as “armas”, para defender ou atacar alguma, faz-se necessário para o resgate da tolerância e da aceitação da diversidade em nosso planta.

A criança precisa reaprender a valorizar a essência, o que tem valor e, para tanto, saber o que tem valor é apenas um meio.
Na educação não cabem preconceitos e nem omissões.
Tem que se ensinar a aprender, pois quem ama aprender será um aprendiz permanente, com dignidade e humildade, e terá tudo para ser um sábio.

A educação tem que mergulhar no mundo do pensamento, mostrar como pensar, como educar a mente e como silenciá-la, quando se faz necessário ouvir.

A educação pode e deve mergulhar no oceano dos sentimentos, mostrando como é possível ter o leme dos sentimentos nos guiando a jornadas de elevação e de transformação.

A educação deve ensinar a coragem, a autoestima, o respeito, o amor, a valorização dos recursos naturais, tanto no planeta, nos países, como nos lares e, também, consigo mesmo.
Valorizar seus recursos é o meio mais natural de usufruir deles.
Ensinar a não ter medo: isso requer coragem!
E a coragem diz: “É o momento de mudar a maneira de educar!”.

Autor: Herbert Santos Silva
site http://intuicao.com

Foto do banco de imagens Morguefile

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