
Imagine uma pessoa que não saiba nadar e chega às margens de um rio.
Ela sabe que o rio está ali, vê a correnteza, pode chegar a colocar um pé na água, mantendo o outro nas margens. Pode sentir que próximo à margem o rio é raso e sente que pode colocar o outro pé também. Isto é algo especial para ela. Mas o grande desafio é quando ela pensa em adentrar o rio, quando não dá mais pé.
Se entregar à correnteza e se deixar levar?
Mas ela pode se afogar – pensa com razão. Ela está errada? Claro que não.
Imagine a intuição como este rio.
Existe uma similaridade, ela sabe que a intuição existe e a vê se manifestar de tempos em tempos. É como se algumas vezes a pessoa colocasse um pezinho naquele “rio” sentindo como é aquela “água” da intuição, às vezes dá um passo a mais e percebe aquela energia ali, próxima dela. Mas raramente alguém vai além daquela margem, mergulhando naquele universo.
Isto mantém as pessoas separadas de algo que está ali, ao alcance delas – apesar delas saberem que ela existe. Por quê?
Porque a pessoa não se sente segura, ela não sabe o que virá, ela não tem controle sobre aquele universo.
Como mergulhar neste universo e não se “afogar” ?
A pessoa pode estabelecer alguns parâmetros que a protegerá e darão condições para que faça a travessia sem traumas e sem riscos, mas isso não eliminará alguns percalços; isso não deve desestimular a jornada, ao contrário, deve entender que desafios novos estarão vindo. A sensibilidade e a abertura a novos conceitos se fazem necessárias. Nesta travessia um requisito é fundamental: apreciar o que vier!
E mudanças virão, pode ter certeza.
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texto: Herbert Santos
site:http://intuicao.com/
imagem: Clix