A convicção é perigosa.
A sabedoria dá a segurança real, na escolha e na visão, assim como na aceitação ou na recusa. 
Ela nos dá a capacidade de enxergar e aprender, de ser flexível e entender, de ver e compreender.
A convicção pode ser traiçoeira e pode nos cegar.
Ver o óbvio, ter como definitiva uma opinião, “estar convicto” pode significar fechar a visão para além do óbvio e também perder a capacidade de enxergar sob outras ópticas.
A lógica, assim como a fé, pode ser útil, mas como instrumento pode ser mal utilizada.
A convicção pode nascer da lógica e se sustentar na fé, ou emergir da fé e se apoiar na lógica, mas, o fato é que pode nos fazer “mentir”, alterar percepções, mudar rumos e nos enganar.
A convicção pode criar a impressão de segurança, e por isso, trair valores que transcendem essa sensação.
A mentira pode e tem se instalado no seio da humanidade e, como gotas de veneno, imperceptíveis devido à lógica do pensar e agir padronizados, pode drenar a energia de valores como o amor, o respeito e a paz interior.
A visão cristalina pode surgir de situações nubladas ou onde não haja clareza absoluta, enquanto a cegueira pode existir mesmo quando tudo estiver claro demais.
No mínimo, a revisão de “convicções” irá trazer crescimento e saber.
Quando a humanidade se aperceber, entenderá a essência que pulsa por trás da superfície visível de nossas vidas e compreenderá que a convicção foi uma bengala em que se apoiou, mas sem necessidade.
Autor: Herbert Santos
Livro: Intuição.com – Você na Nova Era
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