Como a Intuição dá vantagem competitiva?

Como a Intuição dá vantagem competitiva?


Michael Porter*, introduziu o questionamento: “Como a informação dá vantagem competitiva?”
Podemos conduzir esta questão em relação à Intuição.

É justamente a Intuição que pode fazer a diferença num momento em que a melhoria de qualidade é buscada pelas organizações. A intuição ajuda a determinar escolhas as mais acertadas.

O maior recurso de uma empresa – Pessoas
No meio de “business”, o “ERP” – Enterprise Resource Planning é bastante familiar. “ERP” representa uma ferramenta de ajuda na melhoria de processos. Tende a incentivar os processos a seguirem uma mesma linha hierárquica. Para que as decisões não fiquem dependentes de um ter que falar com outro acima hierarquicamente, que terá que falar com outra até surgir a decisão; que após tomada, muitas vezes ainda terá que seguir o caminho de retorno.

Qualquer empresa que implemente o “ERP” chega a uma conclusão: As pessoas constituem seu maior recurso.
Quando a empresa tem uma visão apreciativa em relação à intuição, uma revelação emerge e descobre-se que vários aspectos que se mostravam limitantes - restritivos de fato, são dispensáveis na maioria dos processos.

Gestão do conhecimento

No universo da gestão do conhecimento – um campo cada vez mais pesquisado e, cuja aplicação nas empresas vem sendo muito freqüente, verifica-se que a gestão do conhecimento vai muito além dos níveis de dados ou de informações. Este tipo de administração e controle faz parte da grande maioria das empresas e dos empreendedores.
O fator mais determinante do universo do empreendedor moderno é que entre 70 e 80 % do patrimônio de qualquer empresa reside no fator humano – nas pessoas que compõem o empreendimento. E após dar início à implementação da Gestão do Conhecimento uma conclusão comum na maioria dos casos é: as empresas não conhecem o talento e os dons de seu pessoal. Na maior parte dos casos, a empresa busca fora, contratando e pagando muito mais caro por isto, para ter certas competências a seu dispor. Quando estas competências poderiam ser pinçadas entre seu próprio pessoal – com vantagens de menor custo e maior conhecimento do ambiente, fato que geralmente demanda um certo tempo para o consultor ter.

Sistemas Inteligentes
No campo da Tecnologia de Informação, em relação à Gestão do Conhecimento, um dos objetivos primeiros que se faz presente é estabelecer uma arquitetura que possibilite potencializar a inteligência.

O alcance normalmente atingido neste universo segue as etapas a seguir:

Dado -> Informação -> Conhecimento -> Inteligência

Um dos desafios num processo de Gestão do Conhecimento é otimizar o processo de transformação dos Dados em Informação, das Informações em Conhecimento e a partir daí estabelecer sistemas inteligentes.

Quando pensamos sobre o que isto realmente significa , num nível de excelência máximo, poder-se-ia gerar preocupações com o campo de ação do ser humano.
A razão e a lógica racional, assim como a inteligência racional podem ser simuladas em sistemas artificiais. Já a intuição jamais seria simulável em sistemas artificiais. A intuição é algo que transcende a lógica racional. A previsibilidade racional não se aplica à intuição; por mais parâmetros que se possa imaginar nunca alcançará todas as possibilidades de se fazer escolhas intuitivas

Caminho mais curto para falhar

Por melhor estrutura que possa ser montada, por melhores técnicos, operadores, atendentes ou que for; existe um aspecto que sempre faz a diferença nos negócios, e isto pode ser resumido simplesmente em: Nunca esquecer as pessoas!

Um aspecto real no mundo atual dos negócios é observar que é fácil falhar. De fato, com os paradigmas vigentes no mundo dos negócios é mais fácil falhar que acertar. A consideração deste simples fato poderia ter ajudado a maioria que falhou em seus empreendimentos.

Uma armadilha que existe e está escancarada para quem quiser ver é que não basta trazer as pessoas ao seu produto ou ao seu contato. Tão ou mais importante, é dar retorno a estas pessoas, satisfazê-las e isto só será possível se a empresa não cair na grande armadilha: o mau atendimento.
O meio mais fácil de falhar é atender mal. Quando a pessoa não é bem atendida um mal estar é criado, uma imagem negativa será criada e, com o tempo, consolidada.

Para evistar isto, a sensibilidade deve estar presente, a percepção fará diferença no tratamento a ser dado. Um simples olhar reflete o verdadeiro nível da comunicação.

A intuição, por si só, faz diferença para os agentes envolvidos nos mais diversos processos da empresa, assim é fator de influência marcante na relação de todos os agentes envolvidos: seja empresa – cliente, empresa – consumidor, empresa fornecedor, empresa – parceiros, acionistas ou empreendedores. A 'relação' é o instrumento que dá vida ao fluxo dinâmico que faz uma organização ter ou não vitalidade. Resumindo: as relações fazem uma empresa crescer ou sucumbir; depende de como ocorrem as relações entre os agentes envolvidos.

A intuição abre canais que pavimentam as relações, desde o contato inicial, o interesse, até comunicação que estabelece comprometimento e dá sustentabilidade à parceria. Só de ser lembrada a Intuição já faz diferença. O atendimento mecânico, a recepção por belas modelos pode ter o papel de atrair, mas está com o tempo contado.

O tempo de a empresa mostrar sua cara está aí – isto é que estabelecerá o comprometimento e a fidelidade de quem a compõe, do consumidor, cliente ou fornecedor para com ela. Quando os componentes de uma empresa utilizam sua capacidade intuitiva, a empresa tem, naturalmente, um grande ganho de qualidade. Com certeza, o desperdício de tempo e energia, assim como as perdas de negócios diminuem sensivelmente.
Por outro lado há um sensível fortalecimento do sentimento de compromisso e fidelidade.

* Michael Porter é um estrategista conhecido internacionalmente.

texto de Herbert Santos Silva
site: http://intuicao.com
imagem: Pixabay


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