O medo na UTI da história

O medo na UTI da história.

A passagem da harmonia para a desarmonia, de momentos de êxtase e alto padrão interior para momentos de desequilíbrio e “decaídas” onde o humor foge e parece se esconder, abrindo caminhos que eram imaginados como estando superados são fatos que parecem em nada combinar com o novo ou com assumir a postura de uma nova era que está pairando nos ares.

Os sentimentos mais genuínos nos colocam em contato com o que temos de melhor qualidade. Em verdade, quando eles têm chances de aflorar, parecem tão nítidos e poderosos que nosso padrão de pensar nos conduz à certeza de que “isto sim é o que quero, isso tem a ver comigo” para, num momento ou em outro , de novo tropeçar numa armadilha preparada pelos “antigos” hábitos, fraquezas na leitura da razão.
Isso gera insatisfação e insegurança na caminhada em direção ao novo.
Aí reside um erro grave: interpretar o novo, com a linguagem do velho.
Dentro dessa gama de interpretações, que em breve estarão ultrapassadas, impor a si próprio a pena de culpa (que é uma das mais habituais no mundo atual), baseia-se em valores que, em verdade, são ilusórios e que estão aquém da linha mínima do auto respeito.
Na verdade, são valores que foram ditados e baseados na limitada perspectiva do mundo “racional” que bem poderia ser entendido como um mundo virtual, onde tudo que não é visível, ouvido ou lido não existe.
O mundo onde a “prova material” estabelece a reputação do que é válido ou não.
A separação do joio do trigo se faz necessária nesta caminhada, e isso ganha vida com o acessar e aflorar ao que é genuíno dentro de nós.
Este processo começa com abandonar toda a leitura que fazemos do que é certo e errado e que induza a sentimentos de punição e medo.

O medo é uma criação virtual de nosso mundo, onde a linguagem do certo e do errado tornou-se tão frágil que o amor e a harmonia perderam forças para serem expressas.
Força e poder passaram a ser buscados na fonte virtual do temor.
Ferramenta do temor, a punição passou a ser a linguagem da educação, das religiões, dos governos, das escolas, das famílias e, fundamentalmente assustador, do próprio ser humano.
Hoje, a forma mais invisível de tortura é a auto punição, em cada ato, pensamento e relação.
A linguagem do certo e errado, baseada na punição se faz presente.
Ter a percepção do certo e errado é um fato positivo mas, na linguagem da razão, de nossos tempos, o maior juiz de cada um acabou sendo a própria mente de cada ser, utilizada de maneira excessivamente limitada.
O discernimento é um atributo relevante, quando nascido no coração. Um pequeno deslize de origem, no entanto, pode tirar suas propriedades genuínas, tornando-o um algoz de seu próprio criador.
Grandes seres iluminados sempre conduziram seus ensinamentos no sentido de auxiliar a humanidade a fortalecer a harmonia, a felicidade e o amor: nunca o temor.
As traduções da razão humana distorceram muitas mensagens de grande valor, transformando-as em amedrontadoras.
O veto da “nova era” é utilizar o velho com roupagem de novo.
A nova estrada é a do desafio ao óbvio,
a do acreditar e não duvidar da vitória,
é a de desafiar o tradicional,
é a de acelerar e não impedir novas descobertas.
Para tanto, um velho jogador deve sair de campo: o medo!
A presença do medo sempre traz alguma forma de dano.
A passagem para os novos tempos tem como requisito a substituição do temor pelo amor.
Essa é uma substituição necessária e deve ser definitiva.
O momento é de ascensão rumo à transparência. Cargas e fardos devem ser abandonados. O momento é o de fazer o futuro e não o de remexer no passado.

Autor: Herbert Santos
Livro: Intuição.com – Reflexões Para viver uma Vida Melhor
site http://intuicao.com
Foto: disponibilizada pelo banco de imagens Pixabay

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