
Um barco, pode apresentar todas as especificações e acessórios para se lançar numa viagem transatlântica, porém, sem içar a âncora e desatar as amarras que o prendem ao cais, nunca poderá seguir rumo ao seu destino. Um dos diversos tÃtulos que é dado a Deus, é o de Barqueiro, pois é o Único que conhece plenamente ao oceano da vida e que pode tornar a nossa travessia segura e certa, mas se ficamos atados ao passado, mesmo Ele não poderá conduzir-nos até a outra margem. Assim como o peso excessivo da carga, pode rachar as estruturas e naufragar a melhor das embarcações, o peso inútil do passado poderá nos prostrar e aniquilar um futuro de sucesso.
Geralmente, quando não conseguimos navegar em frente, numa boa e constante velocidade, o fazemos por não acreditar que seja de nosso merecimento, um futuro melhor e então começamos a ficar atraÃdos e atados ao passado. O que quer que tenha acontecido, bom ou ruim, já faz parte de um tempo que não mais pode ser resgatado e portanto, não deveria nos tirar o foco de que o caminho deve ser contÃnuo e em frente. Tiramos a lição daquilo e seguimos. Se ficamos impressionados negativamente com alguma coisa que aconteceu ou que alguém fez ou disse, então ficaremos amarrados por aquelas cenas, e o tempo será gasto pensando-se acerca do que já foi. É dito que, ficar preso ao passado, é uma forma de arrependimento e também de não dar valor ao próprio tempo e energia, gerando assim uma oportunidade futura para atar-se mais ainda ao peso do velho e deixando de aproveitar o presente para trazer-se e levar a outros algum tipo de benefÃcio.
Teimoso, é quem vai e volta sempre com o mesmo tema, a mesma dor, a mesma queixa. Precisamos aprender a aplicar um ponto final ao que se foi: passou, é passado, ponto final. Então se há algo a nos perturbar, temos de exercitar o perdão, esquecer aquilo e terminar com o assunto. Se estou aprendendo os mistérios do navegar, o ponto primário é este: agradeço e despeço-me do que ficará naquele cais, solto as cordas, levanto as velas e sigo, mar a dentro, em busca do novo. Se não me torno capaz de deixar ao passado, então eu não serei capaz de entregar o barco da minha vida nas mãos do Barqueiro. Hoje em dia, há tantas enfermidades que estão relacionadas ao hábito de remoer e ressentir-se do que passou, pois o ressentimento traz desconforto e amargura, ocasionando um estado de instabilidade, irritação e perdas.
Para confrontar com a instabilidade do mar bravio, é que as grandes embarcações se utilizam da estratégia do lastro, que são compartimentos laterais e inferiores que após serem preenchidos de água, conferem profundidade e estabilidade, para que as grandes ondas e as oscilações da superfÃcie, não o faça adernar e naufragar. De maneira semelhante, o nosso lastro deve ser o constante preenchimento de valores positivos, para que, se balançarmos com o inevitável vai-e-vem das ondas da vida, ao menos teremos força e poder para nos manter na posição original e continuar a viagem até que retorne a calmaria.
Precisamos também alimentar a fé e o entendimento de que Deus não irá julgar as nossas falhas do passado, principalmente porque já é função do nosso destino, que foi criado por nós mesmos, o de fluir e se alinhar rumo ao que é de nosso merecimento. Deus irá, independentemente do que se foi, garantir firmeza e proteção, pois Seu papel é o de ajudar a atravessar, os que fazem a sua parte em favor disto. Entreguemos o leme às direções elevadas do Único.
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Ney Robson
ExtraÃdo do blog DiscÃpulo da Verdade
Foto: disponibilizada por Clix