Tolerância, respeitando o momento

Tolerância, respeitando o momento.



Os acontecimentos fluem de forma natural, quando agimos de forma natural.
Os sentimentos desabrocham no seu devido tempo, quando damos tempo ao tempo.

Dar tempo ao tempo significa respeitar o momento.
É dar chances ao momento, para se manifestar e ter vida.

Quando apressamos o tempo com a mente, em verdade, retardamos o fluir dos acontecimentos, jogando entulho no leito da vida, por onde os acontecimentos deveriam fluir.
Isso acontece quando, querendo apressar o tempo, assassinamos o momento.

Isso funciona como se, ao ver uma árvore, ao invés de admirá-la, de amá-la, de experimentar sua companhia, usufruindo de sua sombra e descanso, nós a cortássemos.
Só que, ao cortá-la, ela cai na direção que teríamos que passar e acaba por bloquear nosso caminho.
Isso é o que acontece quando tenta-se apressar a vida.

Só é possível ser tolerante, quando estamos em sintonia com a vida e isso acontece, quando somos o sujeito da vida e não seu objeto!
O segredo é apenas ser! Quando “somos” sabemos intuitivamente o que e como fazer.
Querer ter o domínio dos acontecimentos é uma armadilha que nos faz dominados por eles.

Deixar que os acontecimentos fluam, nos faz navegar sobre eles e, como num barco veloz, experimentamos como se “pequenos e invisíveis braços” surgissem na água, fazendo-nos deslizar sem atritos sobre os acontecimentos e levando-nos pelo fluxo mais intenso, onde não existem obstáculos.
No início, aparentemente, temos a sensação de estar fora do controle das situações mas, com o tempo, percebemos que no leme está o coração e que a linguagem intuitiva providencia as ajudas necessárias, de acordo com o fluir da jornada.

Isso cria condições para que a interação viva dos elementos da vida se manifeste, na linguagem mais pura e harmoniosa que existe, sem favores ou débitos. As “situações favoráveis” ou “coincidências”, na linguagem do intelecto começam a tomar vida!

Haverá espaço para a paz interior e a mente experimentará isso. Por outro lado, a energia que era desperdiçada com o “excesso de pensamentos”, gerados pela ausência da tolerância, poderá ser a grande surpresa da estória, manifestando-se com o “poder puro” de fazer acontecer.
O que era o objetivo inicial - quando damos respeito aos momentos, naturalmente acontece!
Para tal, uma mágica se faz necessária, que é o desapego ou entrega do “desejo” .
O “poder puro” que o ser experimenta, no seu grau mais sublime, pode ser traduzido como “tolerância”.
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Autor: Herbert Santos Silva
Livro: A Mente Saudável - Para Viver uma Vida Melhor
site http://intuicao.com
Foto: Pixabay

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