Flashes de Divinidade

Flashes de Divinidade.

A busca exterior nos afastou de nossa verdadeira essência.
O que nos resta de expressão autêntica, em termos de nossa natureza genuína?
Resquícios em alguns, esquecimento completo em outros.
Traços de um ser integral e divino que, para muitos, parece nunca ter existido fazem do ditado: “em terra de cego, quem tem um olho é rei” uma realidade aceita nos dias de hoje; em tempos de completa falta de divinidade, quem tem um relance de sabedoria, quem experimenta “flashes” de divindade parece um grande sábio.
A beleza, sempre buscada fora, pode se exteriorizar apenas quando existe interna e verdadeiramente.
A verdadeira beleza não está nos objetos, cenários da vida ou pessoas que alguém possa encontrar, mas está nos olhos de quem a vê.
Quando há o sentimento de beleza num desses momentos, o que acontece é que num relance experimenta-se o “flash” de nosso ser divino.
A imperfeição é a característica do nosso mundo atual mas, de todas as imperfeições, a de mais dura expressão e a que mais facilmente armadilha o ser é a cegueira e, com certeza, não falo da cegueira física, mas a do espírito.
A escuridão vem, muitas vezes, da vivacidade de mentes consideradas brilhantes, mas que, nos jogos da razão, iludem e trapaceiam os sentimentos que residem adormecidos no fundo do ser.
A intuição diz que os sentimentos genuínos de quem somos e de nosso verdadeiro potencial não estão extintos, mas se encontram paralisados, profundamente desvanecidos, como se não tivessem vida. Mesmo assim, continuam guardando os segredos de quem verdadeiramente somos.
As mentes de fim de milênio parecem doentes, mas estão em verdade dormentes.
A retirada das vendas que descortinarão um novo viver estão prestes a acontecer, mas depende intensamente de cada um de nós.
Acreditar no impossível, não levar a sério as probabilidades, não acatar a razão dormente que se fantasia de “brilhante”, não aceitar o “lógico”, baseado em estruturas de linguagem de vida completamente desestruturadas, são hábitos a serem praticados para quem busca ir além do óbvio.
A beleza buscada não está no lógico ou na expressão das formas. A formalidade, em verdade, é um esconderijo, que se revela cada vez mais frágil.
A beleza está na combinação de verdades, de manifestação de verdades, não importa como sejam vistas ou entendidas. Se houver a manifestação de verdades haverá beleza.
A verdade não é resultado de ação ou expressão de idéias. Mais que isso, a verdade é a manifestação divina em cada ser.
Quando há a interação das verdades, não apenas fundamentadas na razão ou no intelecto, mas também no sentir, no intuir e no acreditar, haverá campo fértil para a manifestação da divindade.
A divinidade se alimenta no coração, e é quem dá caráter e qualidades à razão.
O amor impulsiona a verdade e faz renascer a divinidade.
Se faz necessário acreditar no amor.
O amor em si, simples e genuíno, faz a simplicidade do viver !
O amor por si é a semente da divindade.
O verdadeiro ato de compaixão começa consigo mesmo.
A perfeição, num primeiro instante, não estará manifesta na ausência de defeitos mas, sim, na perfeita interação entre eles, de modo a criar harmonia.
De resto, o poder da harmonia expandirá a tal ponto que poderá transmutar a energia do medo, da doença e da agressividade em manifestação do amor.

Autor: Herbert Santos Silva
Livro: Intuição.com – Reflexões Para Viver uma Vida Melhor
site http://intuicao.com
Imagem: Pixabay

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