Do Alto da Montanha

Do Alto da Montanha.

Algumas vezes, estamos no alto de uma enorme montanha. De lá, nossos olhos podem enxergar ao longe, até o limite de não mais poder ver com nitidez. O que acontece é que, mesmo estando lá no topo, algumas vezes, nós escolhemos baixar nossas cabeças e nos esquecemos de que o horizonte existe.

Perdemos nossa visão, e nosso foco simplesmente desaparece, como se não houvessem perspectivas. É o que chamo de atitude-avestruz. É uma escolha da pessoa, consciente ou não — disse o mestre, olhando para o topo da montanha.

Como fazer para evitar isso? — perguntou Ferhélin**.
Como seres humanos, não é possível evitar completamente. Não neste momento da história — afirmou o mestre.
As situações, problemas ou como quiser chamá-los, podem continuar a existir. Muitas vezes, não há como evitá-los, mas o que ocorre é que, conforme a sua perspectiva e amadurecimento espiritual, você pode olhar o horizonte à sua frente e sintonizar seus pensamentos com algo maior e com um horizonte que te ajude a enxergar ao longe.

Notas sobre o extrato do livro fonte:
** Ferhelin: personagem central do livro, uma jovem cientista em sua jornada pelas Montanhas Rochosas.
* Mestre Yogue: Uma das pessoas encontradas por Ferhélin em sua jornada.

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