Beleza nos olhos

Beleza nos olhos.

Com o brilho de seu olhar, Ferhélin* respondeu, concordando.
— Voltando à beleza, que você diz estar nos olhos de quem a vê, como você entende isto? — indagou Ferhélin.

— Sei lá, nunca pensei assim, em entender, apenas aprendi que funciona assim. Aprendi que o que você vê reflete o que você sente. Como se o que sentimos, fosse um espelho que reflete o que esta dentro de nós mesmos, respondeu a Garota Montanhesa.**

Pense um pouco, você está aqui neste vale, circundado por montanhas e sentindo-se próxima a tudo que enxerga. Você está em sintonia com o que vê.
Em verdade você se sintoniza com o que quer, ou no fundo, com o que está sentindo internamente. Desde criança, aprendi que tudo esta interligado e qualquer relação nossa começa com a “sintonia” e com o que você se sintoniza.

Seja com a lua, com o sol, com os animais, com as aves. Minha mãe me diz sempre que ao observar a natureza, se você vê beleza, você está sintonizando com algo belo dentro de você.

Hoje, sei que há uma ligacao entre o sentimento presente em meu coração e aquilo que vejo.

Agora, imagine que você, neste mesmo local muito belo, estivesse muito preocupada com seus problemas. Talvez não fosse capaz de ver nada ao seu redor, só pensando em suas atribulações. Caso não visse nada, ou tivesse pensamentos inúteis, você acha que seria a natureza que estaria gerando aquilo que você estaria sentindo? Nada veria de belo, mas tudo continuaria aqui. Concorda? Não é por que você não observou, que algo deixa de existir. Pode haver muitas coisas especiais, e você pode nem mesmo perceber.

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Notas:
*Ferhelin: personagem central do livro, uma jovem cientista em sua jornada pelas Montanhas Rochosas.
**Garota Montanhesa: jovem aborígene-canadense, que é o primeiro dos encontros de Ferhélin com pessoas que a ajudariam a mudar sua forma de ver o mundo.

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Imagem: Pixabay

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