Digestão vital

Aprender a usar um instrumento, muitas vezes, é vital para atingir certas metas. No entanto, o instrumento é, e sempre será, um instrumento.

O garfo leva a comida à boca, mas assim que o corpo a acolhe retornamos o garfo ao prato.
No mundo de hoje, o conhecimento é o nosso “garfo” que nos leva a experiências e absorções.
O conhecimento é um instrumento, de grande valor, mas ainda assim, um instrumento.
Saber diferenciar o alimento do garfo é vital.
Aí reside a diferença entre entender a essência e os rituais que se criam em nome de atingir-se certas experiências ou estados.
O que alimenta é o alimento, não o garfo.
O garfo pode ser de muita utilidade, mas nunca será mais importante que o alimento. Não podemos nos apegar tanto aos rituais ou “roupagens” e nos esquecer da essência.
O mesmo se dá com o conhecimento: é importante, mas só tem valor como instrumento, para nos conduzir a algo “mais”.
Por mais belo ou atraente que possa parecer, só terá valor, quando for digerido e, principalmente, colocado na prática. Aí será, não mais conhecimento, mas energia transformada em saber, crescimento, poder interior, resistência e percepção.
Manter ou dar importância a rituais ou à forma com que o conhecimento é apresentado pode ser útil para muitos, mas dar a devida importância à essência, independentemente do ritual e da forma, é vital.
Essa pequena diferença de atitude, entre reconhecer aquilo que é útil e o que é vital, pode ajudar as pessoas a se aceitar mais e a aceitar mais grupos ou pessoas com métodos diferentes dos delas.
Aprender a fazer a leitura da essência e não mais a da roupagem é fazer com que haja a convergência para a espiritualidade genuína que pode fazer com que grupos religiosos, filosóficos, culturais ou quaisquer outros passem a conviver em harmonia e com ajuda mútua.

Autor: Herbert Santos Silva
Livro: A Mente Saudável - Para Viver uma Vida Melhor
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