A leitura do Otimismo: um complemento que transforma

A leitura do Otimismo: um complemento que transforma.


O otimismo reflete por onde fluem os pensamentos.
Acreditar no que ainda não aconteceu ou ainda não é, não significa que acontecerá ou que será, mas pode ajudar a ser!

O novo não é passado e nem é presente, mas poderá ser o agora em um tempo que virá.
A leitura da alma reluz na visão de cada um. Quando a alma se manifesta em um estado elevado de consciência, a visão reflete o saber que advém daquele estado, e naturalmente, não haverá espaço para negatividade e ausência de entendimento; mas quando o estado de consciência é afetado por fatores que nos distanciam de nosso verdadeiro 'eu', o espírito, ou alma, o que ocorre é que nossa visão distorcerá nossa forma de apreciar as situações e entender o que se passa.

Quando a leitura da alma está baseada em espiritualidade genuína, haverá uma certa conjunção de cores e luzes, em harmonia e beleza; não que deixarão de existir os problemas ou dores, mas do obscuro ou das sombras, insights luminosos emergirão e será difícil usar as ferramentas da incompreensão e da mágoa, do medo e da insegurança ou da desvalorização do amor e da esperança.
Naturalmente a visão será na direção de soluções e não na dos problema; na direção da vida - do espírito e não na da morte - do corpo, na da saúde e não na da doença, na da luz e não na da escuridão.

O otimismo não significa ignorar o problema: significa reconhecê-lo mas, a partir do reconhecimento, pensar, falar, agir e trabalhar apenas na direção da solução.

O slogan “não sou pessimista, apenas realista” reflete uma crença interna de valorizar o problema e repousa numa atitude mental passiva que, muitas vezes, impede ou bloqueia uma visão para além do obstáculo, ou seja: impede o foco na solução, mantendo-o no obstáculo e, na maioria das vezes, tornando a pessoa uma analista de problemas e não alguém que os entende verdadeiramente. Isso impede que tais analistas possam auxiliar nas soluções.

A visão otimista é a de quem enxerga além do óbvio e alcança ver com um certo saber - nascido de uma Fonte que conjuga a harmonia em todas as suas dimensões. Assim, podemos enxergar com lentes de cooperação e não de oposição.
A visão otimista entende que o que é visto como problema tem um oposto que é, em essência, o seu complemento e, portanto, o problema ou obstáculo não é um “inimigo” com quem deve brigar, mas um guia a mostrar qual complemento buscar e, quando achado, esse complemento será a solução procurada.

Com certeza isso será subjetivo, para quem está treinado a ser um analista, para não dizer “crítico dos problemas ou obstáculos concretos”.
É a velha estória do copo preenchido com água pela metade: o otimista diz: “- Está meio cheio”. O pessimista: “ - Está meio vazio”. Naquele momento, os dois estarão refletindo o que percorre suas mentes e, do ponto de vista racional, nenhum deles estará errado. No plano sutil, no entanto, decorrerá uma imensa diferença.
O hábito fortalecido nos acontecimentos mais inconseqüentes pode parecer não ter influência no que é de fato “importante’, mas essa é uma crença sem misericórdia. Na verdade, é uma auto-armadilha.
O padrão no pensar e, conseqüentemente, no sentir é estabelecido nos mais simples e, aparentemente, inconseqüentes acontecimentos.

A valorização do “simples” é reflexo de um ser otimista, enquanto para o pessimista, por mais que receba “presentes” da vida ele acabará concentrando a atenção em algo que não recebeu, ou que gostaria de ter recebido. Ou se recebeu noventa e nove elogios ficará mastigando uma única crítica.

A diferença essencial é que o otimista apreciará sua vida e nela acreditará, trabalhando por uma vida mais positiva. Enquanto isso, o pessimista tenderá a esquecer o que tem e focalizará sua atenção em críticas ao que estará acontecendo a seu redor, sem nada fazer, ou, ainda, desejando aquilo que não tem.

Comportamentos tão diferentes podem resultar num fato de proporções vitais para o próprio ser.
O otimista viverá no presente, enquanto o pessimista viverá, ou no passado, ou no futuro, mas não vivenciará aquilo que possui, que é o presente.

Em termos sutis, o otimismo faz bem ao espírito, ao ambiente e àqueles que dele compartilham, enquanto o pessimismo não faz bem para nada: nem para si, nem para a natureza e nem para os outros.

Em termos espirituais, o otimismo somará energia e fortalecerá as chances de os pensamentos se manifestarem na prática, vindo a se concretizar, enquanto o pessimismo, no mínimo, enfraquecerá o processo, seja ele qual for.

O pessimismo induz à tristeza, à ausência, ao obscuro, ao afastamento e à decadência, enquanto o otimismo induz à alegria, à presença, à luz, à manifestação e à criação!
Viver no presente, acreditando num mundo melhor já estará tornando o mundo melhor !
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Autor: Herbert Santos Silva
Livro: A Mente Saudável - Para Viver uma Vida Melhor
site http://intuicao.com
Imagem: desenho feito por Rachel Amaral

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