
Prelúdio de uma nova época
Viver é uma arte.
Seria a arte do encontro?
Seria a arte de transformar sonho em realidade?
Quão belo seria.
Nesta arte…
de viver,
descobre-se o apreender.
Na arte de aprender
descobre-se o amor.
Sublime, que palavra outra poderia ser usada para tal sentimento?
Seria o amor apenas sentimento?
Tal sentimento, tal virtude, tal poder!
Ao amor não se define, vive-se.
O amor, na sua mais pura concepção, manifesta-se como tal,
dando contorno à personalidade, dando forma simples àquilo que é complexo.
O amor descomplica, o amor soma, o amor liberta.
O amor ensina a arte de facilitar, tudo e para todos.
O que, se não o amor, transformaria o esforço em prazer?
É isto o que nos ensina Aquele que é o Oceano de amor,
a transformar o impossível em possível,
a experimentar o sentimento de conforto também,
mas junto com isto, o amor deve ser preenchido de poder.
O poder do amor transforma, dá forma, dá vida.
Há sutil, mas profunda diferença, entre ter amor e preencher a responsabilidade do amor.
O amor verdadeiro e constante nos dá como fruto a cooperação e ajuda que surgem naturalmente.
Vendo os praticantes de Raja Yoga, eles nos mostram que a meditação é uma experiência completa, sem lacunas, e é mais preenchedora e distinta daquilo que mais você pode valorizar na vida. Há beleza no ato de meditar, há serenidade, há suavidade, há doçura e há poder.
Por quê? Porque há amor. Meditar para os raja-yogues é banhar-se na fonte de amor, é arejar a alma, é perfumá-la com a fragrância do mais puro amor.
Um convite à prática?
Visualize-se como uma pequenina pérola de luz, mergulhando neste Oceano, onde o amor o envolve, o banha, o preenche. Sinta-se em liberdade, nada o prende, você é um ser leve, luminoso que brilha o brilho do amor, silencioso e eterno.
Sentir-se na companhia da fonte do amor é uma experiência sem paralelo. Transbordar tal sentimento é o mínimo que vai ser experimentado.
O amor é uma propriedade do ser; assim como os elementos químicos têm suas propriedades que a eles pertencem e a eles caracterizam, a alma humana tem suas propriedades originais e naturais, e o amor, sem dúvidas é uma destas propriedades.
O ouro é um elemento químico, tem seu número atômico, etc, mas quando misturado com outras ligas, ele tem seu valor diminuído, mas o ouro continua a ser ouro, o que muda é que ligas foram misturadas.
Do mesmo modo, quando a alma humana começa a permitir misturas naquelas propriedades originais o que ocorre é a auto-desvalorização, a falta de amor próprio, etc.
Mas que misturas são estas que conseguem descaracterizar até mesmo o amor?
Talvez o intruso mais sutil a se comentar seja o “apego”.
Alguém poderia perguntar: o amor já nasce pronto?
Seria o amor um sentimento que pode ser desenvolvido?
Certamente é possível desenvolver o amor. O relacionamento nos ajuda a desenvolvê-lo. Um destes relacionamentos é do ser com Deus.
Na aprendizagem da meditação Raja Yoga aprende-se a arte do equilíbrio.
Sempre deve-se manter o equilíbrio.
No mundo, quando se fala em equilíbrio pensa-se em algo positivo e algo negativo. No Raja Yoga aprende-se que o equilíbrio se manifesta entre os positivos.
Se há humildade, deve haver a autoridade, se há maturidade deve haver também jovialidade, e assim segue.
Em relação ao amor deve existir o desapego, ou seja, o desprendimento.
Se você quer receber respeito então dê respeito, ou seja, respeite.
Se você quer ser amado, então seja um doador de amor, compartilhe amor através dos olhos, do falar, do ouvir, etc.
Ao ser difamado, sorria com o coração e estenda a mão da cooperação e da compreensão, ao ser elogiado também não retenha aqueles sentimentos nem por uma fração de segundo.
Quando o amor é o presente, o presente torna-se satisfação. Na relação com Deus, há o memorial de Deus como o grande doador – Mahadani, em hindi; ao mesmo tempo, há a lembrança de que todos habitamos o mesmo planeta e de que há uma interrelação sempre acontecendo, como uma rede cósmica a que todos, de alguma maneira, estamos conectado.
Esta percepção nos remete ao sentimento de preenchimento, quando entendemos e aceitamos que o amor é um dos principais combustíveis que alimenta esta rede cósmica.
Um outro memorial de Deus é como Bolonath, o Senhor dos inocentes.
Quem, se não o mais inocente, para ser lembrado como o Senhor dos inocentes?
Não esquecendo, nesta relação, da fonte, como o oceano de amor, Deus.
Voltando para o plano do dia-a-dia de uma pessoa, qual seria o presente de alguém preenchido de amor, se não a felicidade?
Um presente para o coração, para a mente e para o intelecto – felicidade pura e genuína!
Ter amor pelo silêncio, ter amor pela solitude, ter amor pela meditação são sinais claros do nosso desejo de resgatarmos nossa natureza original.
A relação de amor não pode excluir nada nem ninguém; assim, o amor presente deve permear a vida em todas suas dimensões – sejam elas filosóficas, espirituais, sociais, etc.
O fundamental é perceber que duas energias motrizes fazem fluir a rede cósmica, a que estamos de um modo ou outro conectados, são a energia do amor e da paz - a partir delas, todo um mosaico de qualidades e virtudes passa a ganhar vitalidade com o consequente enfraquecimento de diversos obstáculos que dificultam o acesso a um mundo mais harmonioso, como medo, falta de confiança, insegurança e um sem número de ramificações nascidas onde há a ausência de amor.
O poder do amor e o poder da paz são os poderes que precisam ser resgatados - requisitos que não podem ser deixados de lado. Com eles, teremos o prelúdio de uma nova era da humanidade, íntegra, harmoniosa e preenchida de felicidade.
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texto: herbert santos
site: http://intuicao.com
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