Anatomia do corpo e da alma



Malhar é preciso

Aqueça os músculos!
Não esqueça do alongamento!

Uma barriguinha aqui, uma celulite ali, e assim vai.
Hoje, não é difícil assumir e aceitar as limitações do corpo.
Está até fácil entender os benefícios de certos esforços, principalmente quando se trata de observar o corpo.

O nível de observação está ligado diretamente ao nível de valorização que existe.

Quanto mais alguém começa a trabalhar com o corpo, na sua modelagem, ou preparação ou aprimoramento, não importa em que aspecto, (o que importa é o foco que está direcionado naquele sentido), o que vemos é a ação na prática e maior clareza no entendimento do que queremos.

O processo é simples:

O que queremos – como estamos agora.
Onde estamos – onde desejamos chegar.

A partir de se ter idéia do que queremos e onde pretendemos chegar, e com a observação de como e onde estamos, podemos escolher, na maioria das vezes, os meios que vamos usar. Isto é, se considerarmos importante algum esforço para mudar aquilo que observamos. Tudo depende de nós mesmos e de nossa abertura para aquela direção (porta ou caminho, quem sabe?). Mas é lógico que o que valorizamos não depende só de influências internas. O aspecto “momento” acaba tendo vital importância. No fundo sabemos que devemos fazer algo, mas nem sempre estamos prontos ou “abertos”.

Hoje é fácil aceitar o fato da importância da malhação do corpo.
Vários aspectos são ressaltados no dia a dia; como os atuais padrões de beleza, ou a abertura às informações do que é ou não saudável, nas variáveis do binômio produtividade – qualidade, e em outros pontos.

O que fazer?

A tomada de atitude é o primeiro passo.
Eu quero, eu tenho vontade!
Mas isto surge assim, num estalo?
Você responde.

Como fazer?

Os meios podem variar, uns escolhem determinado caminho e se dão bem, outros tentam e desistem, sem tentar outros meios, ou pelo menos até que novas portas se abram, enquanto outros acabam abrindo várias portas e escolhem uma ou mais opções.

A valorização de uma caminhada ou de uma corrida, num parque ou numa academia entra cada vez mais na lista de prioridades das pessoas.

No processo, ou melhor, durante ele, começam a surgir os frutos, assim como, o suor e as dificuldades, mas em grande parte as dificuldades acabam sendo tratadas, e isto acontece através do entendimento do que está acontecendo, como positivas e acabam se transformando em satisfação e parte necessária no nosso dia a dia. E o que se observa é a entrada deste “tempo para mim mesmo” na nossa agenda, por mais apertada que seja.
Isto não causa nenhum terremoto em nossas vidas, ao contrário, a maior parte sente o peso dos benefícios como de grande valia.

Na medida em que se avança, os detalhes começam a ser mais valorizados e mudanças de hábitos começam a acontecer, com certo esforço, mas com certo grau de naturalidade, e o que acontece é que a pessoa começa a colocar maior controle sobre suas ações, ou pelo menos, começa a ver mais facilmente o que resultará se certo controle não for exercido, e assim a coisa acontece.

Valorização – atenção

Valorização de um lado, atenção de outro.
E a tentativa de controle através dos mais diferentes métodos, na ação.

Socialmente falando há reconhecimento através da própria aparência, e isto resulta num fator de aumento de entusiasmo para quem está no “processo”.

Falando do corpo vários métodos podem ser escolhidos, como a prática de esportes, ou exercícios aeróbicos, ou musculação entre os mais comuns.
A importância do trabalho com a parte física é inquestionável, e os benefícios resultantes são muitos, mas será que isto é suficiente para se levar uma vida saudável?

A resposta a isto, na teoria, aparenta ser óbvia.
Não, pois há a necessidade de um complemento que é …
Independente do complemento, que pode até ser bem variável conforme o tipo de vida que a pessoa está levando naquele momento de sua vida, o que vemos é que na prática a resposta não é tão óbvia.

Anatomia do corpo e da alma

Desde muito tempo atrás, Sócrates, o grande filósofo já ressaltava a importância de ambos – tanto cuidar do corpo quanto da alma. De um lado, a anatomia do corpo e sua popularização natural neste momento da história, de outro, algo mais incógnito, a anatomia da alma. Afinal, o que é um corpo sem alma? Não é conhecido como cadáver? Precisamos também dar importância à alma.

Mas o que é isto: anatomia da alma? É coisa de religião? Que papo é este?

Quem mais capta o sentido da vida, o biólogo ou o poeta?
Quem mais sabe da arte e da lógica do viver: o cientista ou o artista?

Não há resposta definitiva e completa para tais perguntas, ou há? Quem sabe?

Questão 233.

Se 334x – 4,5y + 3/8 de uma melancia = 2 dúzias de sorrisos divididos pelo peso da pétala de uma rosa ao quadrado a uma temperatura de 23,8 graus Celsius a uma altitude de 753 metros.
E, sabendo que y = 2x – x ao quadrado, qual o peso da melancia?

Indefinição e excesso de variáveis?
Oras bolas!
A vida não é composta de fórmulas e os problemas não vêm com variáveis definidas, mas nem por isto podemos super dimensionar o valor das dificuldades ou suas soluções, assim como não podemos desvalorizar a riqueza e a beleza que existe naquilo que nos parece simples e óbvio.

Talvez apreciar o fluxo natural de um rio, com suas curvas e indas e vindas sejam mais sábio e agradável do que querer enquadrá-lo numa retidão em que ele não seria mais ele próprio e por mais que quiséssemos ele não se encaixaria.

E o que exige mais esforço?
Sem necessidade de resposta, certo?

Onde quero chegar?

O fluxo de nossas vidas segue em frente sempre, mas como o curso de um rio, há curvas, indas e vindas.
O perigo está em não percebermos isto, e por resultado, não apreciarmos nem valorizarmos aquilo que estamos vivenciando.

No congelador?
Cubos de gelo

Algumas vezes tentamos dar uma forma clara, concreta e exata a algo que é fluído, ou volátil, como que querendo traduzir aquilo que não necessita tradução, diz por si próprio.
Que eu entenda e aceite o fato de que consigo segurar um cubo de gelo, mas daí a querer congelar toda a água só por não poder segurá-la com as mãos, já é um passo meio extremista.
O fluir da água, ou então seu aparente desaparecimento com a sua transformação em vapor são partes do processo, e eu não tenho que ter o controle dele, mas fluir com ele, fazendo parte dele.

Sorrir é gostoso e faz bem.

Nas atividades esportivas, o enfoque à determinação e à disciplina está em alta, mas o prazer deve estar presente.
Ninguém é máquina, por mais que tente se enquadrar.
Detalhes, manias, o que fazer?
Costumes e hábitos, extensão da personalidade que muitas vezes podem ser aquele algo mais que fazem a diferença. Por que aniquilá-los?
Por que não sorrirmos mais?
Este hábito pode ser muito saudável. Fazer atividades físicas com prazer dá ainda mais prazer.

Sonhar também é preciso, por que não darmos mais espaço a sonhar?
O que seria o sonhar, se não o perfurmar do presente com o aroma da atemporalidade.
Quem diria isto, um poeta ou um engenheiro? Qual a diferença? O que importa é praticar.

De corpo e alma.

Quando há amor não fazemos muita distinção, certo?
A alma se expressa sutilmente, ás vezes incógnita, mas é ela quem dá o perfume e vida que diferencia o ser de uma estátua ou de uma máquina.

Como entender a alma?

No mínimo, deixando-a expressar-se.
Com certo grau de observação podemos perceber os segredos numa mágica.
Na mágica da vida há muitos segredos, e um deles é distinguir o que estamos falando para o corpo e o que estamos falando para a alma. Tendo isto claro, podemos ter uma parceria bem interessante.
Como toda prática de idioma, só a prática torna natural a comunicação.
E quanto mais natural maior a integração.

Entender o valor da alimentação para uma vida saudável é um passo, mas que tipo de alimentação?
Para o corpo ou para a alma?
Para o corpo há muita variedade de informações, mas e para a alma?

Felicidade o melhor nutriente!
Para a alma é claro, mas isto resulta em benefícios para o corpo, de maneira direta.
Assim como uma alimentação balanceada e feita de forma tranquila traz benefício direto para a alma.

Mente sã corpo são !
A energia da alma influencia o corpo.

O segredo está em desenvolver meios de trabalhar a alma.
Uma sugestão é aprender a ouvir mais.
Outra é aprender a observar melhor e com mais paciência.
Outra é tentar captar o que a situação ou pessoa está tentando me dizer, assim como sentir o momento em que devo interagir, me expressando, tentando perceber o que devo transmitir e como.

A arte num relacionamento envolve esta dança de energias, fluindo e criando o aroma que dá harmonia e força, inspiração e capacidade de expressão.

Os relacionamentos são grande escola para a alma, na verdade são o laboratório para as práticas, daquilo que temos internamente.

Malhação da alma!

Aprender a apreciar é um passo inicial nada dificil.
Apreciar a natureza é um passo que ajuda a acordar esta capacidade da alma.
Isto pode ser feito criando um tempo para tal prática.
Seja apreciativo consigo mesma(o).
Incentive-se!

Pratique atividades que te façam sentir-se bem – sejam elas físicas ou mentais.

autor: herbert santos
site: http://intuicao.com
imagem: Kym

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