O espelho da observação


Sempre existirão pessoas mais sábias que você, assim como sempre haverá as menos sábias.
Sempre existirão pessoas melhores pensadoras que você, assim como haverá as piores pensadores que você.
Sempre existirão pessoas mais brilhantes que você, assim como sempre haverá as menos brilhantes.
Sempre existirão pessoas mais dedicadas que você, assim como sempre haverá as menos dedicadas.
Sempre existirão pessoas mais atraentes que você, assim como sempre haverá as menos atraentes.
Sempre existirão pessoas mais benfeitoras que você, assim como sempre haverá as menos benfeitoras.

Sempre existirão pessoas mais caridosas que você, assim como sempre haverá as menos caridosas.
Sempre existirão pessoas mais misericordiosas que você, assim como sempre haverá as menos misericordiosas.

Sempre existirão pessoas mais compassivas que você, assim como sempre haverá as menos compassivas.
Por melhor que você seja, sempre haverá melhores, e por pior que você possa ser, sempre haverá piores.

Se há comparação, ou alguém vai ser considerado melhor, ou vai ser pior, nunca vai ser igual, pois simplesmente não existe ninguém idêntico a outro.
A identidade é individual e única.

A que leva qualquer comparação?
A resposta é simples: “ – A nada!”
Portanto, a mais básica lição de sabedoria ensina:
“Nunca! Nunca compare-se a outros ou compare outros entre si.”
A essência que a simples e profunda sabedoria pode nos ensinar a esse respeito vem com uma pergunta: “ – Você tem noção de em que você poderá ser o melhor do Universo?”
Outra pergunta vem em correspondência: “ – E em que você poderá ser o pior do Universo?”
A resposta tem uma convergência única: “- Em ser você mesmo!”

Você poderá ser o seu melhor “você mesmo”, seu melhor “eu”, assim como você poderá ser seu pior “você mesmo”, seu pior “eu” do Universo. A escolha entre ser seu melhor eu ou não é interna, diária e pertence a cada um.

A energia da comparação faz parte de um mundo baseado em paradigmas que logo fará parte do passado, e a substituição natural dessa energia ocorrerá através da força que reside no poder da observação, que nos auxilia a somarmos, a aprendermos, a assimilarmos e a respeitarmo-nos e aos outros enquanto a comparação leva a um rumo onde sempre há perda de energia, por melhor que seja o aparente resultado dessa comparação. Essa perda pode ser entendida como um roubo energético que se manifesta quando a comparação acontece.

A comparação sempre leva alguém ou algo para baixo, ou um lado ou o outro, enquanto a observação sempre ajuda a elevar ambos a um nível superior, pois carrega consigo o respeito e o saber. A observação induz a um sentimento de conjunto, de grupo e de time, enquanto a comparação induz a um sentimento de centralização e de egoísmo.

O espelho da observação reflete verdade, enquanto o espelho da comparação espelha ilusão. O poder da observação inclui, soma e une, enquanto a comparação separa, exclui e subtrai.
A energia da observação naturalmente atrai a pessoa à energia da ascensão e de seu desabrochar. Isso pode conduzir cada um a ser seu melhor “você mesmo”, o seu melhor “eu”!

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Autor: Herbert Santos
Livro: Intuição.com – Você na Nova Era
site http://intuicao.com
Foto: disponibilizada pelo site stock.xchng

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