Conhecimento é força! Através dele podemos aumentar nossa capacidade de resistência a situações que nos são difíceis ou podemos lidar com realidades ao nosso redor com flexibilidade, nos adaptando e sem abrir mão de nossos objetivos e princípios.

O conhecimento está além dos nossos interesses momentâneos, e mesmo que tenhamos a tendência de tentar moldá-lo às nossas realidades, em verdade o que podemos fazer é traduzi-lo à nossa linguagem, para que possamos, primeiramente, entendê-lo e num segundo passo aplicá-lo na prática.
Enquanto não o traduzirmos para nós mesmos, não seremos capazes de entendê-lo e muito menos de aplicá-lo. Dar forma própria é vital para nossa absorção.
Na medida em que “mitificamos” o saber, estamos criando barreiras que podem tornar-se intransponíveis.
Quem as cria?
Nós mesmos!
Saber apreciar é uma coisa, outra é idolatrar.
A apreciação cria atração que traz proximidade, enquanto a idolatria cria barreiras e nos distancia.
Ser amigo do conhecimento e não escravo dele. Ter amor por ele e não medo.
A quem pertence o conhecimento?
O conhecimento não pertence a ninguém e ao mesmo tempo está à disposição de todos.
Na medida em que alguém pensa que é ‘dono’de algo há a inversão automática de valores e o que se vê é a substituição de algo que poderia ser belo, transparente em algo ‘pesado’ onde o genuíno é substituído pela arrogância.
O sentimento de ‘posse’ impede o sentimento de liberdade e aquilo que poderia dar segurança logo transforma-se em insegurança.
Para que serve o conhecimento?
O conhecimento só existe para ser usado. Para que serve o conhecimento, senão para ser usado? A satisfação nos dá o sentimento de preenchimento e quando há preenchimento não há muito barulho. O conhecimento não existe para o show, mas para alimentar, a nós e aos outros. A essência do conhecimento é que ele existe para ser transferido e não mantido escondido dentro de cada um.
Quando não o aplicamos, ele aos poucos se esvai e sua ausência nos enfraquece. Quando só falamos mas não praticamos, ao invés de ganharmos energia, nos desgastamos.
A ‘doação’ ou transferência do conhecimento deve ser natural e sutil, na ação.
Sabedoria: conhecimento na prática.
Quando há a prática, começa a haver aquisição de sabedoria e então a força do conhecimento começa a tranformar-se em poder. O poder da sabedoria é bastante incógnito mas reflete-se, num nível superficial, através de equilíbrio.
A sabedoria tem mais a ver com valores do que com qualquer outra coisa. Os valores definem os parâmetros como cada um vive. Na medida em que valorizamos algo, começamos a dar importância àquilo e a criar referências baseadas naquilo.
O equilíbrio de valores expressa a sabedoria e aniquila chances de extremos como rigidez exagerada ou de arrogância.
Ter jovialidade e ser maduro, disciplina e flexibilidade, desejar e ser desapegado, estar na frente ou na retaguarda.
Este tipo de coisa não é tão complicado quanto pode parecer quando se é natural.
A sabedoria nos leva a nos sentirmos aprendizes, a arrogância nos conduz à areia movediça de nos sentirmos mestres, aqueles que sabem ‘tudo‘.
Mesmo que ‘tudo‘ seja um mundinho de especialidades e informações tão limitadas que tornam impossível a comunicação, mesmo de algo muito simples, mas que a linguagem consegue complicar.
A sabedoria é a arte de simplificar o que é complicado, é mostrar a essência que se esconde atrás de vestimentas aparentemente complexas.
É importante lembrar que a sabedoria abre portas, enquanto a ignorância cria barreiras.
Autor: Herbert Santos
fonte: site http://intuicao.com
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