Ter uma mente aberta tem sido tentado há muito tempo. Que tal abrir o coração?
O olhar da educação tem que se abrir!
Trazer as riquezas naturais – da criança, dos meninos e meninas, dos anciãos e das lendas, acolhendo as referências da gente e da sua cultura regional.
Levar os símbolos da história, das paisagens maravilhosas, local, regional e mundial para os corações das crianças.
Trazer a essência do cidadão, do caboclo, do africano, do negro, do aborígene e do índio, daqueles que antigamente viviam com brilho nos olhos.
Trazer a dignidade dos corações daqueles que vivem nos extremos, próximos aos corações daqueles que habitam os grandes centros.
Aprender, na verdade, é conseguir trazer o conhecimento ao coração. Isso é o que tem que ser ensinado.
Quando o conhecimento cabe no coração, e lá passa a habitar, então ele poderá passear nas mentes dos homens, sem preocupações.
A linguagem dos corações é a da beleza, do envolvimento, da vida em constante manifestação. A do renascimento nas artes ao renascer da educação genuína, da semana de arte moderna às raízes culturais. A essência está em trazer o fluxo e a força do saber ao coração.
Aprender é a construção de descobertas.
A criança é receptiva, quando sente que existe um ritmo.
A educação tem que encontrar o seu ritmo.
Quando não há ritmo, falta vida e há fragmentação e isso é o que temos na educação do fim deste milênio.
A educação necessita redescobrir sua essência, seu sentido de existir e retomar sua caminhada. Só então reencontrará seu ritmo.
Baseada no coração, a preparação do solo da aprendizagem significa trabalhar a essência rumo à criação de um ritmo, a fim de tornar o solo fértil.
Trazer noções de valores espirituais, independente de fundamentação religiosa, faz parte do processo de educação. Inspirar o que é comum e que pode criar um elo entre as várias religiões e não “ensinar” suas diferenças e mostrar as “armas”, para defender ou atacar alguma.
A criança precisa reaprender a valorizar a essência, o que tem valor e, para tanto, saber o que tem valor é apenas um meio.
Na educação não cabem preconceitos e nem omissões.
Tem que se ensinar a aprender, pois quem aprende a aprender será um aprendiz permanente, com amor e humildade, e terá tudo para ser um sábio.
A educação tem que mergulhar no mundo do pensamento, mostrar como pensar, como educar a mente e como silenciá-la, quando se faz necessário ouvir.
A educação pode e deve mergulhar no oceano dos sentimentos, mostrando como é possível ter o leme dos sentimentos nos guiando a jornadas de elevação e de transformação.
A educação deve ensinar a coragem, a auto estima, o respeito, o amor, a valorização dos recursos naturais, tanto no planeta, nos países, como nos lares e, também, consigo mesmo.
Valorizar seus recursos é o meio mais natural de usufruir deles.
Ensinar a não ter medo: isso requer coragem!
E a coragem diz: “ – É o momento de mudar a maneira de educar!”.
Autor: Herbert Santos
livro: A Walk in the Garden of Wisdom – Intuitive reflections
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