A grandiosidade nasce da humildade e flui na direção oposta da pretensão.
Ser grandioso não pode coexistir com ser pretensioso, e isto a alma sábia compreende no aconchego do coração.
E sabe, também, que é educando os pensamentos e cultivando-os que torna possível fazer da educação uma ponte que capacita o ser humano a transitar entre antigos valores, que ainda permeiam a sociedade vigente e o novo, que se introduz nos mais diversos campos de atividade humana, e que está fundamentado numa nova essência.
O ato de intuir valores, alguns ainda desconhecidos, que renovarão o mundo, deverá acontecer enquanto houver a prática de métodos e conceitos tradicionais que deram sustentação à humanidade por tantos séculos.
O desenvolvimento e a prática da intuição, para a aquisição de um novo saber, são necessários.
O fato de ser necessário o desenvolvimento de algo novo em meio ao velho já se constitui em um desafio admirável. No entanto, o grande engano se constitui no fato de pensar o novo com base no velho: isso levará o ser a uma sensação de falta de sintonia absoluta.
Novos parâmetros surgem com a abertura do canal da intuição.
É aí que reside um aspecto sutil: o novo não é para ser pensado; é para ser intuído e, aí sim, a expressão de pensamentos poderá acontecer naturalmente, agora baseada no novo e aflorando de bases intuídas e aceitas pelo coração.
Aí sim, a mente poderá atingir um estado de elevação, que se expressará de forma saudável e natural. Até que tal predomínio aconteça, a aprendizagem se faz necessária em meio a um intenso trânsito de valores.
Aprender a dirigir a mente nesta fase de transição se faz necessário.
A principal aprendizagem acontece praticando o silêncio da mente e diminuindo o fluxo de pensamentos que ali transita.
Relaxar na aplicação de penalidades a si mesmo e não levar tão a sério o que se vê ou se ouve é uma novidade que o ser humano tem que experimentar.
Temos que dar leveza aos pensamentos. Isso induzirá o ser a ter sentimentos leves num crescente. Assim, ele poderá dar propriedades novas a uma mente que estava acostumada a ser sub-utilizada a um extremo máximo de dez ou doze por cento.
Ou seja: não será nenhum milagre acontecendo. Será apenas a realização de um plano que deve existir nos olhos de Deus, pois não é possível que a humanidade aí esteja com equipamentos feitos para atingir 100 km/h e cheguem no máximo a 10 km/h.
Para que seria o super dimensionamento?
Seria um engano de Deus ou da natureza? Para que existiria tal reserva?
A utilização de nossos potenciais latentes e adormecidos é a chave da renovação do mundo. Para acessar a reserva de poder mental, é necessária a chave do saber, que só pode ser encontrada num laboratório ainda mais sub-utilizado, que é o coração.
Várias são as atividades que devem ser desempenhadas, para que a humanidade seja composta de “seres humanos integrais” e não mais de seres humanos fragmentados por limitações impostas por eles mesmos.
Educar os pensamentos é essencial.
Para tal ser possível, deve-se abrir o coração e exercitar o uso da intuição, até isso tornar-se natural.
Intuir o amor nas ações e em visões direcionadas a um mundo novo, focalizando o novo, sem pensar no que se está sendo visualizado, desconsiderando a velha formatação do pensar é um exercício que possibilitará ao ser obter êxito nesta meta.
O método da transmutação do velho, do pesado, do doloroso, em luz, num processo similar ao de uma fogueira, onde flameja um fogo sagrado que arde dentro de cada ser, onde as chamas renovam, regeneram e revitalizam o ser transformando tudo em luz ajuda-o a intuir a paz de espírito e o leva a aprender a apreciá-la .
Assim, usando um método novo, onde não há a manifestação de sofrimento e da dor será possível intuir a humildade e a compaixão com naturalidade.
Será possível aprender a conviver com a leveza e o brilho dos pensamentos advindos da luz interior através da intuição.
Para tal se fazem necessárias algumas práticas como a de não mais alimentar alguns hábitos, que a própria pessoa sabe que não são saudáveis para ela, como o de manter conversas inúteis ou o de criticar e o de julgar.
E novos hábitos devem ser introduzidas no dia a dia das pessoas, como o de gostar da calma na mente e do descanso da alma.
A prática de não mais alimentar a ansiedade, medos e crenças que só servem para afastar o ser de sua própria essência, como o medo de não estar fazendo nada ou o hábito de ocupar a mente com injeções de informações por atacado o tempo todo requer uma nova aprendizagem.
Reeducar-se passa pelo abandono de velhas práticas e, para tal, é necessário vontade.
O abandono de velhas crenças ou hábitos não deve estar baseado na mente e seus julgamentos, nem deve estar fundamentado num planejamento impecável que também não precisa existir. A base da mudança deve vir daquilo que seu coração mostrar como algo a ser experimentado, como algo que brilha com um brilho que combina com uma luz que habita seu ser.
A sintonia com um novo caminho deve ter a bússola do coração.
Essa bússola não entende a dúvida, essa é filha da mente sub-utilizada.
Quando a bússola do coração indicar uma direção, os pensamentos remarão naquela direção. Se a bússola for deixada de lado, no entanto, os pensamentos tomarão direções diversas e vai-se a lugar algum, havendo grande desperdício de energia.
Essa sintonia com o coração é um indicativo de algo a ser intuído.
A reeducação do pensamento é a base para a nova sociedade. É a base para a manifestação de sentimentos puros e elevados. É a base para que uma nova luz brilhe no mundo e para que o sentimento de grandeza espiritual habite os corações e mentes humanos.
Pensamentos elevados são capazes de tornar uma sociedade elevada.
Pensamentos coordenados numa nova direção ditarão a disciplina dos novos tempos.
A disciplina que no futuro será traduzida como ritmo.
Um ritmo ditado por seres iluminados.
Autor: Herbert Santos
livro: Intuição.com-Você na nova Era
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